Amores Possíveis
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Domingo, Agosto 30, 2009
Você quer se livrar de alguma pessoa em especial? Perdoe toda e qualquer ofensa que ela tenha feito a você, porque enquanto houver uma ponta sequer de ressentimento, essa pessoa continuará presente, atormentando você.
Quiroga


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Quinta-feira, Agosto 27, 2009
Discordar de nosso próprio desejo por CONTARDO CALLIGARIS

Um terapeuta deve deixar suas opiniões e crenças no vestiário do consultório, a cada dia


EM 31 de julho, o Conselho Federal de Psicologia repreendeu a psicóloga Rozângela Alves Justino por ela oferecer uma terapia para mudar a orientação sexual de pacientes homossexuais.
Não quero discutir a "possibilidade" desse tipo de "cura" (afinal, reprimir o desejo dos outros e o nosso próprio é uma atividade humana tradicional) , mas me interessa dizer por que concordo com a decisão do Conselho.
A revista "Veja" de 12 de agosto publicou uma entrevista com Alves Justino, na qual ela explica sua posição. No fim, a psicóloga manifesta seu temor do complô de um "poder nazista de controle mundial", que estaria querendo "criar uma nova raça e eliminar pessoas", graças a políticas abortistas, propagação de doenças sexualmente transmissíveis etc.
Para ser psicoterapeuta, não é obrigatório (talvez nem seja aconselhável) gozar de perfeita sanidade mental. É possível, por exemplo, que um esquizofrênico, mesmo muito dissociado, seja um excelente psicoterapeuta (há casos ilustres). Mas uma coisa é certa: para ser terapeuta, ser inspirado por um conjunto organizado de ideias persecutórias é uma franca contraindicaçã o.
Na verdade, pouco importa que as ideias em questão sejam ou não persecutórias e delirantes: de um terapeuta, espera-se que ele deixe suas opiniões e crenças (morais, religiosas, políticas) no vestiário de seu consultório, a cada manhã. Quando, por qualquer razão, isso resultar difícil ao terapeuta, e ele sentir a vontade irresistível de converter o paciente a suas ideias, o terapeuta deve desistir e encaminhar o caso para um colega. Por quê?
Alves Justino, com sua aversão por homossexualidade, sadomasoquismo e outras fantasias sexuais, ilustra a regra que acabo de expor. Explico.
A psicóloga defende sua prática afirmando que a psiquiatria e a psicologia admitem a existência de uma patologia, dita "homossexualidade ego-distônica" , que significa o seguinte: o paciente não concorda com sua própria homossexualidade, e essa discordância é, para ele, uma fonte de sofrimento que poderíamos aliviar -por exemplo, conclui Alves Justino, reprimindo a homossexualidade.
De fato, atualmente, psiquiatria e psicologia reconhecem a existência, como patologia, da "orientação sexual ego-distônica" ; nesse quadro, alguém sofre por discordar de sua orientação sexual no sentido mais amplo: fantasias, escolha do sexo do parceiro, hábitos masturbatórios etc. Existe, em suma, um sofrimento que consiste em discordar das formas de nosso próprio desejo sexual, seja ele qual for (alguém pode sofrer até por discordar de sua "normalidade" ). Pois bem, nesses casos, o que é esperado de um terapeuta?
Imaginemos um nutricionista que receba uma paciente que se queixa de seu excesso de peso, enquanto ela apresenta uma magreza inquietante: ela tem asco da forma de seu próprio corpo, que ela percebe como enorme e que ela não aceita como seu. O nutricionista não tentará nem emagrecer nem engordar sua paciente, pois o problema dela não é o peso corporal, mas o fato de que ela discorda de si mesma a ponto de não conseguir enxergar seu corpo como ele é.
No caso da orientação sexual ego-distônica, vale o mesmo princípio: o problema do paciente não é seu desejo sexual específico, mas o fato de que ele não consegue concordar com seu próprio desejo, seja ele qual for. As razões possíveis dessa discordância são múltiplas. Por exemplo, posso discordar de meu desejo sexual porque ele torna minha vida impossível numa sociedade que o reprime (moral ou judicialmente) e cujas regras interiorizei. Ou posso discordar de meu desejo porque ele não corresponde a expectativas de meus pais que se tornaram minhas próprias. E por aí vai.
Nesses casos, o terapeuta que tentar resolver o problema confiando em sua visão do mundo e propondo-se "endireitar" o desejo de quem o consulta, de fato, só agudizará o conflito (consciente ou inconsciente) do qual o paciente sofre. Ora, é esse conflito que o terapeuta deve entender e, se não resolver, amenizar, ou seja, negociar em novos termos, menos custosos para o paciente. Em outras palavras, diante da ego-distonia, o terapeuta não pode tomar partido nem pelo desejo sexual do paciente, nem pelas instâncias que discordam dele.
Ou melhor, ele pode, sim, só que, se agir assim, ele deixa de ser terapeuta e vira militante, padre ou pastor.

ccalligari@uol. com.br


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Quarta-feira, Agosto 26, 2009

O Peixuco morreu após 10 meses de companhia.
Deve ser um sinal de que outras companhias tb devem partir...


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Domingo, Agosto 23, 2009
Texto atribuído à DANUZA LEÃO

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido. Uma só....
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano. A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade. A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém para não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias
e o Richard Gere, nú, embrulhado para presente. OK?
Não necessariamente nessa ordem.

** Depois a gente vê como é que faz para consertar o estrago . . .



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Taí, pra quem acha que a cena é atual, o cara sempre foi um mala!


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Tentando criar uma rotina de estudo, mas eu nunca fui muito afeita a horas e horas de leitura. Tenho um método próprio, movido a curiosidade e afastando o tédio. Vou devagar, não tenho pressa, principalmente pq fora esse, não tenho outros objetivos a curto prazo...


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Tô melhorando, aos poucos vou centrando a atenção e serenando...


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Quarta-feira, Agosto 19, 2009

Sinto como se minha vida estivesse empilhada sobre uma pedra não plana, capaz de rolar a qualquer momento...


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Recordação total - a memória da dependência - Eric J. Nestler - Department of Psychiatry and Center of Basic Neuroscience ~ University of Texas


O artigo publicado por Nestler, na Revista Science de junho de 2001, procurou revisar sucintamente a memória da dependência. Partindo da premissa de que “as drogas de abuso causam mudanças neuronais de longa duração, as quais são responsáveis pelos comportamentos observados entre os dependentes”, o autor procurou detectar na literatura científica estudos acerca das regiões anatômicas envolvidas em tais fenômenos.
Segundo Nestler, os processos moleculares que se sucedem no sistema nervoso durante a aprendizagem e o desenvolvimento da memória são similares aos observados durante o desenvolvimento da dependência química. Partilham, também, das mesmas alterações anatômicas, tais como a formação ou perda de dendritos nos neurônios. Apesar dos estudos atuais sobre as bases neurobiológicas da dependência química estarem centradas no sistema de recompensa, o hipocampo e a amigdala, regiões importantes para os processos de memória e aprendizado, estão intimamente relacionados ao sistema de recompensa e talvez até façam parte desse.
O autor identificou a relação entre o sistema glutamato (excitatório) e o sistema de recompensa, como uma importante responsável pelas mudanças observadas no dependente químico. O sistema glutamato também está envolvido na aprendizagem. O consumo de cocaína, por exemplo, faz aumentar as ligações sinápticas entre ambos, levando a uma maior secreção de neurotransmissores excitatórios nesse sistema. A presença da cocaína é capaz de aumentar o potencial excitatório do glutamato, inclusive sobre o sistema de recompensa, de natureza dopaminérgica. Por sua vez, o sistema de recompensa (principalmente nas regiões relacionadas à memória, como o córtex pré-frontal e a amigdala) também estimula a atividade glutamatérgica. O nucleus accumbens, parte do sistema de recompensa, modula a intensidade das lembranças (memória) armazenadas no hipocampo. Outra estrutura intimamente relacionada ao sistema de recompensa, o striatum, é o responsável pelo controle dos impulsos.
Dessa forma, há evidências indicando uma convergência substancial entre as estruturas e circuitos neuronais responsáveis pela memória, aprendizado e dependência química. As modificações nessas regiões, ocasionadas pelo consumo de drogas, repercutem por longos períodos, em comportamentos tais como a impulsividade, a irritabilidade e a recaída. Há, ainda, necessidade de mais estudos eletrofisológicos, para que se entenda com mais precisão a natureza da memória de longa duração que sustenta a manutenção da dependência.



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Quinta-feira, Agosto 13, 2009

Ele está longe, o que pode ser um bom momento para reflexão. Mas eu estou mais confusa que segura.


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Sexta-feira, Agosto 07, 2009
Sobre "Feliz Natal", filme do Selton Mello

Por um cinema da performance por Eduardo Valente, do site http://www.revistacinetica.com.br/feliznatal.htm

A estréia de Selton Mello na direção de longas-metragens não deixa margem para dúvidas quanto à filiação do Selton diretor frente a dois filmes onde o Selton ator foi parte importante da criação: Lavoura Arcaica, de Luis Fernando Carvalho; e O Cheiro do Ralo, de Heitor Dhalia. De Lavoura, vêm a fotografia e a trilha sonora hiper-presentes como elementos de sobresignificação e de desejo construção de um universo essencialmente cinematográfico, além do ambiente da família e seus traumas como elemento catalisador dos dramas em cena (além da presença na tela de Leonardo Medeiros como protagonista, claro). Já de Cheiro do Ralo vêm uma estrutura dramática calcada nos jogos de poder e violência entre os personagens, sempre no sentido de um esgarçamento das relações, além de uma construção de cena que pensa cada cena como um pequeno palco para a performance dos atores. Esta listagem acima não é exaustiva (não só das formas de reverberações dos filmes nesta obra, nem mesmo das influências do filme de Selton como um todo – há um tanto de Cassavetes, de Lucrecia Martel, de Paul Thomas Anderson no filme), nem quer ser servir como instância redutora do trabalho, como se este fosse apenas uma junção dos universos alheios (inclusive porque é apenas natural que um ator que sempre teve vários projetos e uma presença marcante na criação dos filmes leve muito do que vivenciou de mais pregnante como parte do seu trabalho). Serve apenas como uma introdução para começar a entender e penetrar na lógica que rege este Feliz Natal.

O filme começa com alguns planos rápidos e hiperaproximados de corpos que se esfregam, além de uma grua elegante que esquadrinha o espaço de um ferro-velho. Logo, o personagem de Leonardo Medeiros, que havíamos visto no ferro-velho, chega a uma festa de Natal, onde aos poucos vamos entendendo as relações. A festa é filmada com uma câmera nervosa e expressivamente próxima dos corpos, usando de uma montagem cheia de picotes entrecortados. Vamos tendo acesso a pedaços de situações apenas, a diálogos que se referenciam a um passado de ressentimentos generalizados e que sinalizam um estado de perversão latente (a proximidade dos corpos de mãe e filho, o olhar dele para a sobrinha, as relações extra-conjugais somente subentendidas). Logo, porém, na medida em que a festa se aproxima de um final bombástico, os cortes rápidos são substituídos por um longo plano-sequência que em grande parte acompanha Darlene Glória no papel de uma mãe de família completamente entregue aos barbitúricos e álcool, quase fora da realidade.

Tanto num primeiro momento como no outro, Feliz Natal expõe de saída seu funcionamento estrutural: ele se propõe como exemplar de um cinema da performance. Performance dos atores, pois praticamente todos têm um momento para solar em cena, momentos que funcionam como se quase tudo parasse para que assistamos a um discurso de Darlene Glória, a uma réplica de Lúcio Mauro, a uma dança de Cláudio Mendes, a um surto de Thelmo Fernandes, a uma intervenção inteligente e/ou fofa das crianças. Mas também performance dos elementos artísticos do filme: a câmera que chama a atenção para seu trabalho com o foco e com a proximidade dos corpos, a fotografia que chama a atenção para seu uso dos grãos e do escuro, a montagem que chama a atenção para seus cortes abruptos ou raccords inesperados, a trilha sonora que chama a atenção para seus acordes dramáticos. Como resultado, Feliz Natal é um filme que funciona quase o tempo todo na hiperatividade, no perigoso jogo de afogar o espectador numa catarse dos elementos cênicos.

É claro que esta opção é um dado inicial do filme, e não algo a ser elogiado ou criticado por si mesmo. E que este desejo de catarse da linguagem se irmana ao momento de catarse familiar e pessoal vivenciado pelos personagens: se tudo em Feliz Natal é over, isso começa com os personagens e suas experiências. No entanto, deve-se perguntar sempre a um filme: por que esta opção pela catarse em si? Afinal, como dado, a “ficção da família disfuncional” já é hoje algo tão batido e estabelecido quanto a da “família feliz” um dia foi – e Selton Mello parece sempre consciente disso, tanto pelas influências com as quais dialogo abertamente, quanto até por colocar na boca do personagem de Darlene Glória em determinado momento uma piada com o próprio termo da “disfunção”.

Não é por acaso, então, que no meio a uma constante histeria de registro e de vivências de personagens, Feliz Natal faz questão de apostar aqui e ali na ponta solta, na sutileza de construção possível. É o ódio paterno que mais se subentende do que explica, é a vivência passada com os amigos que mais se alude do que mostra, é acima de tudo a presença de alguns personagens que, dois tons abaixo, conseguem uma curiosa empatia no meio do caos reinante (pensamos principalmente no casal formado por Paulo Guarnieri e Graziela Moretto). Há aqui um curioso curto-circuito dentro mesmo da lógica de Feliz Natal que, paradoxalmente, causa alguns de seus momentos e qualidades mais fortes e ao mesmo tempo sabota uma possibilidade de lógica interna que resolva o filme de forma mais definitiva. O filme passa a viver desta maneira bipolar: encontra considerável impacto em vários momentos de performance, mas maior empatia naquilo que não explora tão avidamente, que deixa mais quieto e ao fundo. Só que a constante ida e vinda entre os dois, torna o filme bastante exasperante.

Curiosamente, aliás, o final do filme reza pelas duas cartilhas, expondo esta fratura que o compõe (e, sim, vamos falar do final, quem não quiser saber, não leia): por um lado, o plano hiper-construído (em tempo, enquadramento, luz) que leva o menino, que sempre surgia em cena como um respiro dentro da perversão familiar generalizada, a um tipo de suicídio que, ao mesmo tempo que parece negar a possibilidade de futuro e inocência, acusa a negligência de pais e avós (que deixam o remédio à mão e não cuidam do menino); por outro lado, a aparente superação do trauma pela nova rotina do personagem de Leo Medeiros, filmado com uma distância respeitosa nesse seu ritual de chegada em casa, inclusive com um “filtro natural” colocado por uma cortina. Denúncia e punição de uma falência ou elogio de um novo começo? É entre dois pólos tão opostos como estes que transita o filme de Selton Mello o tempo todo: entre a histeria e a sutileza, o estereótipo e a construção individual de personagem. Nesta corda bamba e tanto que se dispõe a explorar, o filme se expõe a várias quedas, mas também faz por merecer vários aplausos por momentos de real maravilhamento.


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Quinta-feira, Agosto 06, 2009
Ganhei o ficções do interlúdio/1 com 3 páginas de dedicatória em 1990 de um namorado que encerrava dizendo "A vc este livro que é acompanhado da difícil mas infinitamente adorável tarefa de te amar" Uffs! cadê toda essa paixão? alguém ainda escreve assim hj em dia???


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