|
Amores Possíveis
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
|
Sexta-feira, Julho 31, 2009
Senhor Breurer, por que não tenta aprender o que tenho a ensinar em vez de provar quanta coisa não sei?
"Quando Nietzsche chorou"
. . .
Domingo, Julho 19, 2009
Preciso de um farol pra me guiar...
. . .
campanha funciona?
para conscientizar, talvez.
. . .
. . .
Sabe qdo vc não se sente bem em lugar nenhum?? Em casa lembranças, na casa da mãe a falta da Meg, na rua desejo de retornar ao lar...
. . .
Perigo é ter você perto dos olhos mas longe do coração...
. . .
Domingo, Julho 12, 2009
Tecendo que eu ganho mais...
. . .
Sábado, Julho 11, 2009
Ah! bruta flor do querer Ah! bruta flor, bruta flor...
. . .
Vampiro
Eu uso óculos escuros pras minhas lágrimas esconder
E quando você vem para o meu lado, ai, as lágrimas começam a correr
E eu sinto aquela coisa no meu peito
Eu sinto aquela grande confusão
Eu sei que eu sou um vampiro que nunca vai ter paz no coração
Às vezes eu fico pensando porque é que eu faço as coisas assim
E a noite de verão ela vai passando, com aquele seu cheiro louco de jasmim
E eu fico embriagado de você
Eu fico embriagado de paixão
No meu corpo o sangue não corre, não, corre fogo e lava de vulcão
Eu fiz uma canção cantando todo o amor que eu sinto por você
Você ficava escutando impassível e eu cantando do teu lado a morrer
E ainda teve a cara de pau
De dizer naquele tom tão educado
"Oh! pero que letra más hermosa, que habla de un corazón apasionado"
Por isso é que eu sou um vampiro e com meu cavalo negro eu apronto
E vou sugando o sangue dos meninos e das meninas que eu encontro
Por isso é bom não se aproximar
Muito perto dos meus olhos
Senão eu te dou uma mordida que deixa na sua carne aquela ferida
Na minha boca eu sinto a saliva que já secou
De tanto esperar aquele beijo, ai, aquele beijo que nunca chegou
Você é uma loucura em minha vida
Você é uma navalha para os meus olhos
Você é o estandarte da agonia que tem a lua e o sol do meio-dia
. . .
. . .
"Um pouco de possível, senão eu sufoco..."
Deleuze
. . .
Quinta-feira, Julho 09, 2009
EU QUERO PAZ!
. . .
Terça-feira, Julho 07, 2009
MULHERES POSSÍVEIS...
Texto na Revista do Jornal O Globo
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e
mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável...
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor..
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem
avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir...
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos
mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma
vida interessante'.
Martha Medeiros - Jornalista e escritora
. . .
Segunda-feira, Julho 06, 2009
Não, vc não me conhecerá lendo uma página. Teria que ler tudo, desde o começo e me ver de perto, e descobrir meus gostos, e ver minha cara qdo acordo, e saber que gosto de cappuccino com pouco açúcar mascavo. E saber que apesar de não parecer, eu sempre presto atenção ao que o outro está dizendo; que começo mtas coisas e as faço ao mesmo tempo; que a-do-ro sorvete!!! Tenho duas cãs que são as rainhas do lar pois meus pais as deixam fazer de tudo, inclusive cochilar na sala... Tenho quase todos os livros do Paul Auster e toda vez que começo um livro volto a sentir o prazer esquecido nos dias longe dessa boa companhia. Só me conhecendo de perto pra entender que sou bicho do mato mas não fujo de todo mundo... Tenho o que hoje em dia consideram um defeito: levo as palavras a sério e de-tes-to qdo combinam algo e desmarcam na última hora!! Em geral sou tranquila e paciente, um tanto dispersa e ansiosa, tudo ao mesmo tempo. Gosto de música mas em 90% do meu tempo o silêncio é meu grande companheiro. Sinto muita falta de música ao vivo, não de barzinho, mas shows, do Sesc Instrumental Paulista a grandes apresentações em estádios, isso é algo que me faz bem. Tenho o que chamo de "agnosia visual para faces", cuja melhor tradução é: posso não te reconhecer na rua ou te confundir, mesmo que eu te conheça há anos... Quase sempre saio com os olhos fechados nas fotos. Meu "cerebelo" (rs) está sempre em ação e posso te surpreender horas depois com uma associação inusitada sobre aquele assunto que te pareceu me entediar... Aliás, quase tudo me interessa, sou capaz de passar horas assistindo a uma reportagem sobre a evolução das tintas, supercondutores, um programa de viagem, documentário sobre a cultura de um país, o surgimento das ferramentas de construção (outro dia ví algo sobre o "aperfeiçoamento" dos pregos), ou como se reproduzem os répteis x. E se vc não gosta de comida, se vive em regime ou se se impõe severas restrições alimentares, nem se aproxime. Gosto muito de cozinhar, aprendi receitas deliciosas, simples, doces...
. . .
|
. . .
|
|