Quinta-feira, Maio 29, 2008
Sei que preciso circular por outros lugares, minha vida está impregnada de saúde mental e acho que isso é ruim até para o meu trabalho... por outro lado tenho crescido, pelo menos é o que eu acho. Mas é um amadurecimento nada linear, algo que não combina com os formatos tradicionais. Isso gera um conflito inclusive a respeito de questões éticas... será mesmo que o outro tem que me "tomar" como um modelo idealizado? será que não posso me mostrar como sou? tenho que forjar uma imagem de força para que ele se apóie?
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Terça-feira, Maio 27, 2008
"...talvez porque a loucura do outro não te assuste tanto. Talvez porque isso não impeça uma aproximação."
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Segunda-feira, Maio 26, 2008
"Três virtudes serão fundamentais neste momento de sua vida: a paciência (para lidar com as diferenças); a prudência (a fim de jamais confiar inteiramente em ninguém) e a persistência (para compreender que, no que diz respeito ao amor, muitas vezes é preciso bater várias vezes numa mesma porta)."
Bater várias vezes numa mesma porta? só se for a cabeça!
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Quinta-feira, Maio 22, 2008
Descobertas. A verdade sempre aparece, não adianta esconder algumas informações por medo ou sacanagem com o outro. Sempre acreditei que lá no fundo da gente tem um serzinho que nos protege, nos guarda dos piores males. Às vezes demora pra ele ser acionado, a gente passa por poucas e boas e ele lá, só olhando, torcendo pra gente se desenroscar das enrascadas que criamos. Mas, quando a situação fica deveras complicada ele aparece, dá um jeito de mandar um recado e a gente abre os olhos...
Obrigada meu anjo da guarda!
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Coisas que Perdemos pelo Caminho (Things We Lost in the Fire, EUA, Inglaterra, 2007)
Gostei muito. Não sabia que a história envolvia a questão da dependência química e achei a abordagem madura, sem moralismos ou excesso de drama. Benício Del Toro atrai a atenção para sua performace "enxuta" e sensível. A história mostra uma relação que aos poucos se constrói, ganhando a confiança e preenchendo lacunas na vida de ambos.
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Pra quem é cuidador soa quase irresistível a armadilha de alguém frágil com um pedido implícito de aconchego. Ser um porto seguro para o outro é fácil. Difícil é o outro ser um porto alegre...
Caetano Veloso - Menino Deus
Menino Deus, um corpo azul-dourado
Um porto alegre é bem mais que um seguro
Na rota das nossas viagens no escuro
Menino Deus, quando tua luz se acenda
A minha voz comporá tua lenda
E por um momento haverá mais futuro do que jamais houve
Mas ouve a nossa harmonia, a eletricidade ligada no dia
Em que brilharias por sobre a cidade
Menino Deus, quando a flor do teu sexo
Abrir as pétalas para o universo
E então, por um lapso, se encontrar no anexo
Ligando os breus, dando sentido aos mundos
E aos corações sentimentos profundos de terna alegria no dia
Do menino Deus
Do menino Deus
No dia do menino Deus
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Adote um Focinho
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O mundo é grande
O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.
Carlos Drummond de Andrade
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Terça-feira, Maio 20, 2008
Quem Leva A Sério O Quê? - Matanza
Desconheço quem tenha razão
Acho perda de tempo qualquer discussão
Em defesa daquilo que o serve
Muito se fala, pouco se escreve
Há quem saiba o que ninguém mais sabe
E quem veja o que ninguém mais vê
Quem leva a sério o quê?
Quem quer saber de que?
Quem pode me dizer
Como exatamente todo mundo deveria ser
Coerência na persuasão
Pré-estabelecida está a conclusão
Se eu falar sobre o que não entendem
Poucos escutam, muitos se ofendem
A verdade é que não há verdade
Tudo é porque não há não ser
Quem leva a sério o quê?
Quem quer saber de que?
Quem pode me dizer
Como exatamente todo mundo deveria ser
Em defesa daquilo que o serve
Muito se fala, pouco se escreve
Há quem saiba o que ninguém mais sabe
E quem veja o que ninguém mais vê
Quem leva a sério o quê?
Quem quer saber de que?
Quem pode me dizer
Como exatamente todo mundo deveria ser
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Domingo, Maio 18, 2008
E parte da energia necessária para sair vinha da expectativa de poder estar com ele. Mas, quantas coisas acontecem, coisas que, dada sua experiência profissional, ela até acredita serem reais. Mas será? Não, quer acreditar que não e pôr fim nisso de uma vez, parar de imaginar um final feliz para essa história que só existiu na sua cabeça. O desejo pode mover montanhas, mas é insuficiente qdo a tarefa é motivar quem há tempos desistiu do amor.
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Terça-feira, Maio 13, 2008
Mais apropriado, impossível.
"Nunca entrei em um amor perigoso sem saber o que estava fazendo. E saber o que estava fazendo nunca impediu que entrasse num amor perigoso. A boca do lobo ali escancarada, os amigos avisando, tentando me reter, e lá ia eu atirar-me entre mandíbulas. Como uma santa, tinha ouvido o chamado irresistível. Que às vezes provinha mais de mim mesma do que do apelo etéreo do amor, demorei bastante a descobrir.
Sou uma exceção? Absolutamente. Todos os kamikases do amor partem sabendo o que os espera. Vão em missão. A dura missão de demonstrar que a força do seu querer é maior do que qualquer obstáculo. E mais: certificar-se, ao conquistar definitivamente o querer daquela pessoa tão difícil, que são eles próprios objetos de amor mais valiosos do que todos os que os antecederam.
Os kamikases não partem dispostos a aceitar o outro como ele é, a tentar conviver com aqueles problemas que o tornam tão improvável como parceiro. Partem com espírito missionário para recuperar o amado, livrá-lo de seus erros e reconduzí-lo, limpo e salvo, ao santuário do amor.
Aparentemente trata-se apenas de paixão, à luz da qual aquela pessoa nos parece fundamental e insubstituível, única capaz de fazer-nos felizes. Por conta dessa paixão, temos a certeza absoluta de estar vendo nela qualidades inigualáveis que os outros ignoram, e diante das quais os defeitos tornam-se secundários. Temos certeza de que só nos vemos, porque só a percuciência do nosso sentimento penetra no verdadeiro âmago do ser amado, fotografando seu eu oculto. Esse mergulho visual faz com que nos consideremos eleitos.
E tendo sido escolhidos por esse amor, começamos a lutar para concretizá-lo.
Mas é uma luta estranha, que progressivamente nos coloca sob o domínio do outro. Porque ele é mais difícil, cabe a nós ter paciência. Porque ele é mais complicado, cabe a nós ser compreensivos. Porque ele é mais irregular, cabe a nós estar à disposição. A vida se transforma numa longa espera. Esperamos que ele melhore. Esperamos que nos queira. Esperamos que descubra afinal como somos maravilhosos. Esperamos que apareça, que telefone, que dê notícias. Esperamos pelos seus lindos surtos de paixão.
Sim, porque uma das características do amor difícil é sua absoluta irregularidade. Se o amado fosse sempre uma peste, sempre bêbado, sempre agressivo ou sempre rejeitador, cedo nos cansaríamos. Mas ele alterna, joga, vai e vem, mantendo-nos sempre alertas, com o coração na mão. E jogando-nos de lá pra cá, entre o seu querer e o seu negar, vai aos poucos aplastrando nossa vontade, deixando-nos quase à deriva, num ritmo que não é o nosso.
Tentamos ser lógicos. Dizemos a nós mesmos que se ele quis é porque nos amava. e se nos amava e nós temos feito tudo direito, temos nos esforçado tanto para agradar, deveria nos amar cada vez mais. E então, vendo que não nos ama como esperávamos, redobramos os cuidados, querendo por força ignorar que amor e lógica não andam juntos."
Marina Colasanti, in "E por falar em amor"
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"Dê asas ao teu sonho, liberdade aos teus caminhos, e um chão aos teus pés. Pois até que se prove o contrário, a vida é uma só"
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Segunda-feira, Maio 12, 2008
Foi encontrado em 06/05/08, na zona norte de São Paulo,mais precisamente na Av Direitos Humanos, dálmata macho, adulto e dócil.
Contatos com Valéria f. 8827-0218 ou 8283-4198
e-mail: valeriaparada05@hotmail.com
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Domingo, Maio 11, 2008
“Por favor, se você tiver de acreditar numa única coisa que eu diga neste livro, então acredite que, no que diz respeito aos homens, você deve nos tratar como somos, não como gostaria que fôssemos”. Eu sei que esse conceito dá raiva – dos homens gostarem de caçar e das mulheres terem de se deixar caçar. Eu sei. É ofensivo. É frustrante. E, infelizmente, é verdade. Creio que se você precisa ser a agressora, se precisa perseguir, se é você que tem de convidar, nove entre dez vezes, o cara simplesmente não está a fim de você (e queremos que vocês acreditem que são uma das nove, garotas!). Se pudesse, eu berraria bem alto: você, a mulher supersexy que está lendo este livro, merece ser convidada para sair!
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Paciência. Paciência quando o que mais se quer é estar próximo do outro (e ele está longe). Quando você quer sumir de um lugar mas não pode. Quando há barulho, agitação e sofrimento à sua volta. Quando se quer acalmar quem não consegue se concentrar. Quando o que você pode oferecer é apenas a sua presença.
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Quinta-feira, Maio 08, 2008
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Domingo, Maio 04, 2008
De volta às aulas! estava com receio por ter ficado 1 ano longe do curso... mas encontrei pessoas bem bacanas na nova turma e me animei novamente.
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Sábado, Maio 03, 2008
Mão firme, sólida. dedos curtos. Um hálux de uma imponência que nunca tinha visto, os outros dedos são meros adereços. Nariz pequeno. Tudo nele parece um brotamento que cessou antes da hora.
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Mentalizando...
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Esta aqui é do Modigliani, como vcs já sabem. Ela é só pra ilustrar a minha estréia como co-pintora de uma tela... nunca havia me arriscado a usar tinta acrílica e provavelmente inspirada pela visita à Pinacoteca no feriado, ontem ajudei um paciente a avançar na sua tarefa de concluir uma encomenda. E adorei!
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Casa dos contos eróticos
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Quinta-feira, Maio 01, 2008
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