E por falar em amor...
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"É o amor, e não o tempo, que cura todas as feridas"

Terça-feira, Julho 31, 2007
Arriscar-se, atirar-se destemidamente na direção do novo. Ainda que muitas pessoas possam se apavorar e tentar lhe demover daquilo que sua alma interpreta como um novo impulso criativo, não se incomode. As pessoas falam porque estão viciadas em certezas e seguranças. Mas O Louco, arcano zero do Tarot, vem lembrar que, eventualmente, alguma loucura é mais do que bem-vinda! Ponha sua vida em movimento e lembre-se que é sempre momento de recomeçar. Evite o medo e não espere as coisas tomarem uma forma “certa” para agir. Vá!


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Segunda-feira, Julho 30, 2007

Esse homem é realmente especial!
Visite: http://www.jamieoliver.com/schooldinners/manifesto


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Domingo, Julho 29, 2007
Poucos dias antes do acidente aéreo tive provas concretas de que nada é estável. Na mesma semana chego em SP e meu pai está vomitando sangue. Corremos para o hospital e felizmente após 2 dias em observação ele teve alta. Curta ou não, sei que a vida passa e muitas vezes a gente não se dá conta do que está acontecendo ao nosso redor. Procuro paz e silêncio, o que não encontrei nessas últimas semanas. Me pergunto o que isso significa. Minha tendência ao isolamento me faz achar algumas situações muito chatas. Tenho preferido me calar pq acho que nada tenho a contribuir. Mas é possível tb que seja uma arrogância minha. Questionamentos nada agradáveis expõem um lado obscuro que sempre preferi evitar. Qual o próximo passo?


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Quinta-feira, Julho 26, 2007
Roda moinho


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Quinta-feira, Julho 19, 2007
Nossa prática, portanto, refere-se a tornar consciente o medo, em vez de ficarmos correndo em círculos, dentro de nossa cela de medo, tentando fazê-la ter melhor aparência, tentando nos sentir melhor. Todos os esforços que fazemos na vida são tentativas de fuga: tentamos esquivar-nos ao sofrimento, à dor do que somos. Até o sentimento de culpa é escapismo. A verdade de qualquer momento é sempre ser apenas o que somos, que significa experimentar nossa indelicadeza, quando estamos sendo indelicados. Não gostamos de agir assim. Gostamos de nos idealizar como pessoas delicadas, mas muitas vezes não o somos.




Isso me faz lembrar de uma antiga história a respeito de um rei que desejava o homem mais sábio dentre seus súditos para seu primeiro-ministro. Quando a escolha estava por fim entre três, o rei submeteu-os a um teste supremo: colocou-os num aposento do palácio e instalou uma engenhosa fechadura na porta. Os candidatos foram informados de que o primeiro a conseguir abrir a porta seria nomeado primeiro-ministro. Dois começaram a elaborar complicadas fórmulas matemáticas, a fim de descobrir a combinação do segredo. O terceiro ficou apenas sentado em sua cadeira por um certo tempo. De repente, sem nem se incomodar com lápis e papel, foi até a porta, girou a maçaneta e a porta se abriu. Tinha estado destrancada o tempo todo. Qual é a moral da história? A prisão em que vivemos, cujas paredes redecoramos de maneira frenética o tempo todo, não é uma prisão. Aliás, a porta nunca esteve trancada. Não há fechadura, nem tranca. Não precisamos ficar sentados em celas, lutando pela liberdade, tentando nos mudar a qualquer preço: estamos livres desde sempre.

SEMPRE ZEN - Charlotte Joko Beck


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ALUNO: E quanto às forças malignas à nossa volta que parecem estar ficando mais fortes?

JOKO: Não penso que existam forças malignas à nossa volta. Acho que há coisas más sendo feitas, o que é muito diferente. Se alguém está machucando uma criança, com certeza você quer deter esse ato, mas rotula a pessoa que o está cometendo como alguém mau, é uma prática insensata. Devemos nos opor a atos maus, não às pessoas. Se não, ficaremos por aí, julgando e condenando todo mundo, incluindo nós mesmos.

ALUNO: Pela mesma razão, então, não se pode chamar ninguém de bom.

JOKO: Certo. Em termos zen, em essência, somos "nada"... Estamos apenas fazendo o que estamos fazendo. Quando enxergamos a irrealidade da sobrestrutura, nossa tendência é para o bem. Quando não existe separação entre nós e os outros, fazemos naturalmente o bem. Nossa natureza básica é fazer o bem.


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Minha filha e eu conversávamos a respeito de um homem que estava tomando atitudes repreensíveis. Eu falei entre dentes: "Ele deveria ter mais consciência do que está fazendo". Minha filha riu e disse: "Mãe, se ele é inconsciente, a natureza de ser inconsciente é o quê? Só ser inconsciente". Claro que ela estava com a razão: ser inconsciente significa que você não vê o que está fazendo. Portanto, um dos problemas da prática é que, em certo grau, somos todos inconscientes e não estamos assim tão inclinados a ficar conscientes. Como resolver essa questão? Parte de meu trabalho é esse. A maior parte é de vocês. Lembro-me de um aluno adiantado, há anos atrás, que tinha acabado de apresentar uma linda palestra sobre o dar e a compaixão. No dia seguinte, observei-o durante a chamada para fazer a fila para ver o mestre. Esse homem praticamente acotovelou meio mundo para conseguir ficar na frente, inconsciente de seu egoísmo. Enquanto não enxergarmos o que estamos fazendo, continuaremos a fazê-lo. Portanto, em nossa prática uma das tarefas é manter nossa capacidade de ver em constante foco de aperfeiçoamento. O que é muito ardiloso, já que não temos mesmo o menor interesse em ver as coisas com clareza!

SEMPRE ZEN - Charlotte Joko Beck


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"É muito difícil concebermos que alguém esteja apenas em pé, sem fazer nada, porque estamos sempre tentando de modo frenético chegar em algum lugar para fazer alguma coisa. É impossível sairmos desse momento; não obstante, costumamos tentar o tempo todo. Levamos essa mesma atitude à nossa prática zen: "Sei que a natureza Buda deve estar lá fora, em algum lugar. Se eu procurar bastante e praticar bastante o sentar acabarei encontrando-a!". Porém, para vermos a natureza Buda, é preciso antes esvaziar por completo tudo isso, para sermos inteiramente cada momento, de modo que qualquer que seja a atividade em que estejamos envolvidos -a procura de uma ovelha perdida, a espera por um amigo, a meditação -seja apenas o ficar ali em pé, naquele exato momento, sem fazer absolutamente nada.
Se tentarmos ficar calmos, sábios e maravilhosamente iluminados com a prática zen, não atingiremos o entendimento. Cada instante, sendo o que é, é a manifestação repentina da verdade absoluta. Se praticarmos tendo a aspiração de sermos apenas o momento presente, nossas vidas irão de forma gradual transformar-se e crescer de uma maneira maravilhosa. Em vários momentos teremos insights repentinos, mas o mais importante é praticar a cada momento, com uma profunda aspiração.
Quando estivermos dispostos a estar aqui, exatamente como somos, a vida ficará sempre bem; então sentir-se bem será bom, sentir-se mal será bom; se as coisas estiverem indo bem, ótimo; se estiverem indo mal, ótimo. Os reveses emocionais que experimentamos são problemas, porque não queremos que as coisas sejam como são. Todos temos expectativas, mas, conforme a prática se desenvolve, elas aos poucos se esfarelam e, como uma folha fenecida, apenas serão desfeitas. Cada vez mais ficaremos com o que existe exatamente aqui e agora. Pode parecer assustador, porque nossas mentes, repletas de expectativas, querem que a vida aconteça de uma certa forma: queremos nos sentir bem, não ficar confusos, não ficar aborrecidos; cada um tem sua própria lista."

SEMPRE ZEN - Charlotte Joko Beck


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Algo me diz que preparei o almoço para saborear o queijo derretido sobre o molho. Vc já fez brigadeiro só pra comer a casquinha que forma na panela??
Descubro pequenos prazeres nesses dias em casa, como assistir uma "sessão da tarde" na tv. Hoje ví Top Gun, lembra? Uma pena não tem companhia nestas horas pra rir junto.


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"Difícil fazer coisas criativas num lugar onde as pessoas estão tristes (tristes, cansadas, com medo)."

O que aprendi com tudo isso? Que não há porto seguro. A gente tem que sair em busca do porto alegre porque não há segurança nesta vida.


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Quarta-feira, Julho 18, 2007



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De promessa de inicio de ano escolhi a de que tentaria fazer tudo diferente. E cá estou às voltas com mais mudanças em minha vida. A idéia na verdade era ter uma postura diferente diante dos acontecimentos e não mudar, literalmente, o tempo todo.

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Terça-feira, Julho 17, 2007

"Única testemunha do meu horizonte, comemorei sentado, quieto, com a boca cheia, a minha maior conquista: partir. Ainda que minha viagem durasse apenas um único e mísero dia. Parti para minha mais longa travessia, e, mesmo que ela só durasse esse único dia, eu havia escapado do maior perigo de uma viagem, da forma mais terrível de naufrágio: não partir."


Paratii: entre dois pólos - Amyr Klink


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Segunda-feira, Julho 16, 2007

Fere libenter homines id quod volunt credunt.
Julius Caesar

(Os homens geralmente acreditam de boa vontade naquilo que querem.)

Não sei se estou esquizofrenizando ou atingindo certa iluminação, fato é que tenho passado pelos fatos de uma forma tão desapegada que até estou surpresa.


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Cochilava ontem ao som da voz do Contardo Calligaris no Café Filosófico que ironicamente é gravado aqui nesta cidade. O tema era interessante, mas ele deu muitas voltas, eu queria mesmo é saber o que ele pensa sobre o amor contemporâneo... O medieval está tão longe no tempo, mas ele insiste em que ele vive no nosso "repertório afetivo". (Não daria certo se ele fosse meu analista... o sotaque milanês aliado ao sorriso e expressões faciais hipnotizam)


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Domingo, Julho 15, 2007
Mudança radical na minha vida, de novo. Mentiras, traições, sacanagens, falta de ética.

"Certa vez existiu um grande guerreiro. Ainda que muito velho, ele ainda era capaz de derrotar qualquer desafiante. Sua reputação estendeu-se longe e amplamente através do país e muitos estudantes reuniam-se para estudar sob sua orientação.
Um dia um infame jovem guerreiro chegou à vila. Ele estava determinado a ser o primeiro homem a derrotar o grande mestre. Junto à sua força, ele possuía uma habilidade fantástica em perceber e explorar qualquer fraqueza em seu oponente, ofendendo-o até que a este perdesse a concentração. Ele esperaria então que seu oponente fizesse o primeiro movimento, e assim revelando sua fraqueza, e então atacaria com uma força impiedosa e velocidade de um raio. Ninguém jamais havia resistido em um duelo contra ele além do primeiro movimento.
Contra todas as advertências de seus preocupados estudantes, o velho mestre alegremente aceitou o desafio do jovem guerreiro. Quando os dois se posicionaram para a luta, o jovem guerreiro começou a lançar insultos ao velho mestre. Ele jogava terra e cuspia em sua face. Por horas ele verbalmente ofendeu o mestre com todo o tipo de insulto e maldição conhecidos pela humanidade. Mas o velho guerreiro meramente ficou parado ali, calmamente. Finalmente, o jovem guerreiro finalmente ficou exausto. Percebendo que tinha sido derrotado, ele fugiu vergonhosamente.
Um tanto desapontados por não terem visto seu mestre lutar contra o insolente, os estudantes aproximaram-se e lhe perguntaram: "Como o senhor pôde suportar tantos insultos e indignidades? Como conseguiu derrotá-lo sem ao menos se mover?"
"Se alguém vem para lhe dar um presente e você não o aceita," o mestre replicou, "para quem retorna este presente?""


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Quinta-feira, Julho 12, 2007

St. George and the Dragon - Wassily Kandinsky


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No meu interior encontro o silêncio procurado. Mas nele fico tão perdida de qualquer lembrança de algum ser humano e de mim mesma, que transformo essa impressão em certeza de solidão física. (Clarice Lispector)


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(em forma de mantra)
Jorge de Capadócia - Jorge Ben

Jorge sentou praça na cavalaria
eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia

Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham maõs e não me toquem
Para que meus inimigos tenham pés e não me alcacem
Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam
E nem mesmo o pensamento eles possam ter para me fazeram mal

Armas de fogo meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem em o meu corpo tocar
Cordas e corentes se arrebentem sem o meu corpo amarrar
pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é de capadócia


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"Saúde mental não é ajustamento normal ou normalidade cultural. A pessoa realmente saudável é aquela que transcendeu a si mesma despindo-se das mentiras do nosso caráter, entendendo a verdade de nossa situação, e quebrando nosso espírito fora de sua prisão condicionada."

Kierkegaard


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Quarta-feira, Julho 11, 2007

Silêncio. Após um fim de semana e feriado de comilança e "agito", heis-me quietinha no meu canto. A conjuntivite ainda não passou e hoje resolvi compensar algumas horas extras, dormi 12h e fui trabalhar à tarde. Aos poucos sinto que vou me fortalecendo da súbita queda de energia da última semana. Fiz algumas coisas sozinha no fim de semana e foi bom. Passei por acaso na Liberdade e ví um pouco do Festival das Estrelas (Tanabata Matsuri), almocei yakissoba na rua, comprei velas perfumadas. Estava mesmo precisando andar sozinha por São Paulo, ultimamente tudo é corrido, o tempo contado qdo estou aí. Foi bom caminhar, respirar, fazer pedidos mentalmente e colocá-los no topo dos bambus ao redor da praça...


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Segunda-feira, Julho 09, 2007

Não Por Acaso

"Ênio é um homem de meia-idade que vive na solidão depois de um relacionamento fracassado. Metódico e apegado ao passado, esconde-se atrás do trabalho de engenheiro de trânsito e acredita que controlar as emoções é tão possível quanto administrar o tráfego de uma grande cidade. Pedro, 30 anos, namora Teresa, que está de mudança para sua casa. Herdou do pai uma marcenaria e o gosto pela sinuca. Vê a vida como uma sucessão de jogadas ensaiadas e efeitos previsíveis, à semelhança do jogo. Quando um acidente de trânsito atravessa as trajetórias paralelas dos dois, o imponderável se impõe e o descontrole começa. Ênio será forçado a abrir a porta de seu mundo de isolamento para a filha adolescente, Bia, com quem nunca teve contato. Pedro se envolverá em um romance com a executiva Lúcia, inquilina do apartamento de Teresa. Nessa jornada de transformação, guiados por duas mulheres, verão que o fluxo do trânsito humano é caótico demais para ser controlado e que, quando há um parceiro, não é possível prever todas as jogadas."

Eu amei este filme... que mostra a possibilidade de recomeçar após uma ruptura (morte de alguém próximo) sem melodrama, nem grandes divagações filosóficas...


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Quinta-feira, Julho 05, 2007

Consuma sem limites o que vem do coração

"Há coisas que, por milagre, quanto mais consumimos mais se multiplicam. Consuma exageradamente amor, beleza, alegria, amizade, carinho, delizadeza, sensibilidade, compaixão, respeito e justiça.
Como se faz um mundo melhor? Ser um consumidor consciente é um dos bons caminhos. E isso significa ser comedido no consumo de recursos naturais, de produtos e de serviços e ter consciência de que, ao comprar um produto ou serviço, também se escolhe que tipo de empresas queremos na nossa sociedade. Ter consciência de que é possível exercer cidadania a cada vez que elegemos um produto ou serviço e, com ele, a empresa que o produziu, com todos seus valores e relacionamentos, positivos ou negativos. Significa ainda assumir a responsabilidade pelos nossos atos de consumidor cidadão, estando atentos aos resíduos que geramos e às possibilidades de apoiar, através de nossas compras, ações e valores que prezamos.
Mas há uma outra consciência, que pelo simples fato de existir já traz enormes benefícios a quem a tem, e a toda a sociedade. É a consciência de que muitas das coisas boas, que tornam as pessoas felizes e melhores, não são bens que possam ser comprados e vendidos: são valores, atitudes, sensibilidades e emoções que não têm preço, mas que valem muito. E são “coisas” que não acabam conforme as “consumimos”: pelo contrário, surgem e se multiplicam na medida em que as percebemos e praticamos.
Ter a consciência de que podemos consumir exageradamente amor, beleza, amizade, carinho, delicadeza, sensibilidade, compaixão, respeito, justiça e tantas outras maravilhas que tem um estoque inesgotável. Presenciar todos os dias, em gestos simples e corriqueiros, o quase milagre da multiplicação desses bens intangíveis, essenciais e belos, que dão um sentido especial à vida. E se empenhar para que todos os seres humanos possam, como merecem, usufruir o que de melhor a vida pode nos dar."



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Parece que qdo a gente fica doente ou qdo morre alguém que a gente conhece/gosta algo acontece lá dentro que nos faz (re)pensar a vida. Hoje aconteceram as duas coisas, estou de molho em casa e recebi a notícia do falecimento de uma senhora que eu atendia.


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se eu fosse vc...


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De molho em casa: conjuntivite.
(esta foto não é minha, mas meus olhos estão tão feios qto)


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Terça-feira, Julho 03, 2007

O segredo desta vida? Um deles certamente é a união.


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Domingo, Julho 01, 2007
(Não, eu não fui feita para viver sozinha, embora aprecie, e muito, a solidão.)
Sim, é um processo de disponibilização interna, que já começou.
A vida (eu mesma) colocou uma questão para que eu aprenda. E cá estou de mangas arregaçadas e com a mão na massa.
Floral, sal grosso, velas e orações, tudo o que conheço está sendo invocado para ajudar nesse momento.
E como eu sei que tudo passa, isso tb vai passar. E quero aproveitar a oportunidade para crescer, nem que seja como o caranguejo, nem que depois eu passe um tempo elaborando a grande virada enquanto a estrutura vai se reorganizando...


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"Diário de uma paixão"


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