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E por falar em amor...
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"É o amor, e não o tempo, que cura todas as feridas"
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Quinta-feira, Maio 31, 2007
A Doutora X Adriane Galisteu - **Crônica de Arnaldo Jabor.
Será que a opinião pública está tão interessada assim na visão que Narcisa Tamborindeguy ou Adriane Galisteu tem da vida? A julgar pelo espaço que a mídia dedica a esse tipo de formador (?????) de opinião, o Brasil virou um imenso Castelo de Caras. Adriane Galisteu, após o seu casamento relâmpago, falou às páginas amarelas de "Veja" e deu aula magna de insensibilidade, egoísmo e... sinceridade!
Estranha mistura, mas a moça tem razão quando se diz sincera. Ela não engana, revela-se de corpo (e que corpo!) inteiro, e o retrato que aparece é assustador! Adriane teve uma infância atribulada, perdeu o pai aos 15 anos, ainda pobre, e um irmão com AIDS quando já não era tão pobre. "Eu não tinha um tostão, não tinha dinheiro para comprar um pastel. Meu irmão estava doente. Minha mãe ganhava 190 reais do INSS, meu pai já tinha morrido. Eu sustentava todo mundo e não tinha poupança alguma".
Peço licença a Adriane, mas vou falar de outra infância triste de mulher, a de Rosa Célia Barbosa. Seu perfil - admirável - surgiu em recente reportagem da "Vejinha" sobre os melhores médicos do Rio de Janeiro. Alagoana, pequena, 1m50cm, começou a sua odisséia aos sete anos. Largada num orfanato em Botafogo, Rosa Célia chorou durante meses. "Toda a mulher de saia eu achava que era a minha mãe que vinha me buscar. Depois de um tempo, desisti." Voltemos a Adriane Galisteu. Ela é rica, bem sucedida, e "nem na metade da escada ainda". A escada, não deixa de ser uma boa imagem para alguém que - como uma verdadeira Scarlet O´Hara de tempos neoliberais (muito mais neo que liberais) - resolveu que nunca mais vai passar fome.
Até aí, tudo bem; mas é desconcertante ver como o sofrimento pode levar à total insensibilidade.
Pergunta da repórter a Adriane se ela faria algo para o bem do outro: "Para o bem do outro? Não, só faço pelo meu bem. Essa coisa de dar sem cobrar, dar sem pedir, não existe. Depois, você acaba jogando isso na cara do outro"."Você nunca cede, então?" "Cedo, claro que cedo. Já cedi em coisas que não afetam a minha vida. Ele gosta de dormir em lençol de linho e eu gosto de dormir em lençol de seda. Aí dá para ceder...".
Rosa Célia fez vestibular de medicina quando morava de favor num quartinho e trabalhava para manter-se. Formou-se e resolveu dedicar-se à cardiologia neonatal e infantil, quando trabalhava no Hospital da Lagoa. Sem saber inglês, meteu na cabeça que teria que estudar no National Heart Hospital, em Londres, com Jane Sommerville, a maior especialista mundial no assunto. Estudou inglês e conseguiu uma bolsa e uma carta da Dra. Sommerville. Em Londres era gozada pelos colegas ingleses por causa de seu inglês jeca. Ganhou o respeito geral quando acertou um diagnóstico difícil numa paciente escocesa, após examiná-la por oito horas seguidas. "Ela falava um inglês ainda pior do que o meu", lembra Rosa Célia divertida.
Adriane Galisteu está rica, mas não confia em ninguém, salvo na mãe. Nem nos amigos. Vejam: "Eu não posso sair confiando nas pessoas". Não tenho motorista, nem segurança, por isso mesmo. É mais gente para te trair. Eu confio mais nos bichos do que nas pessoas. Ainda existem pessoas que acham que eu tenho amnésia. Muitas das que convivem comigo hoje já me viraram a cara quando estava por baixo. Mas você pensa que eu as trato mal? Trato com a maior naturalidade. Porque elas podem até me usar, mas eu vou usá-las também. "É uma troca".
De Londres, Rosa Célia iria direto para Houston, nos Estados Unidos. Fora escolhida e convidada para a Meca da cardiologia mundial. Futuro brilhante a aguardava. Uma gravidez inesperada atrapalhou o sonho. Pediu 24 horas para pensar e optou pelo filho, voltando ao Rio de Janeiro. Reassumiu seu cargo no Hospital da Lagoa e abriu consultório. Mas todo ano viaja para estudar. Passa no mínimo um mês no Children´s Hospital, em Boston, trabalhando 12 horas por dia.
"Você gosta de dinheiro, (Adriane)?" "Adoro dinheiro e detesto hipocrisia". Gasto, gosto de gastar, gosto de não fazer conta, de viajar de primeira classe. Tem gente que fala: esse dinheiro que ganhei eu vou doar... O meu eu não dôo não. O meu eu dôo é para a minha conta. Eu adoro fazer o bem, mas também tenho minhas prioridades: minha casa, minha família. Primeiro vou ajudar quem está mais próximo. "Mas faço minhas campanhas beneficentes".
Rosa Célia atualmente chefia um sofisticadíssimo centro cardiológico, o Pró-Cardíaco. Lá são tratados casos limite, histórias tristes. O hospital é privado e caríssimo, mas ela achou um jeito de operar ali crianças sem posses. Criou uma ONG, passa o chapéu, fala com amigos e com empresários. O seu Projeto Pró-Criança já atendeu mais de 500, e 120 foram operadas. Sonhei a vida inteira e fiz. Não importou ser pobre, mulher, baixinha, alagoana. Eu fiz."
Voltemos a Adriane Galisteu e esbarraremos, brutalmente, na frustração. Já tive vontade de viajar e não podia. Queria ter um carro e não tinha. Queria ter feito uma faculdade e não tive dinheiro. Não que eu sinta falta de livros, porque livro a gente compra na esquina, e conhecimento a gente adquire na vida. Eu sinto falta é de contar para os amigos essas histórias que todo mundo tem, do tempo da faculdade".
Duas vidas, dois perfis fora da normalidade, matéria-prima para os órgãos de imprensa. Mas qual é a mais valorizada pela mídia hoje em dia?
É fácil constatar e chegar à conclusão de que há algo muito errado com a nossa sociedade. Pode ser até que o leitor tenha interesse mórbido em saber o que as louras e morenas burras ou muito espertas andam fazendo, mas a mídia não deve limitar-se a refletir e a conformar-se com a mediocridade, o vazio, o oportunismo e a falta de ética. Os órgãos de imprensa devem ter um papel transformador na sociedade e nesse sentido estaria melhor servidos se houvesse mais Rosas Célias nos jornais, nas revistas e TVs que nos cercam.
Voltando ao Castelo de Caras, as belas Adrianes, Narcisas, Lucianas, Suzanas ou Carlas, certamente encontrarão lá um espelho mágico... Se for mesmo mágico dirá: " Rosa Célia é mais bela do que todas vocês!!!".
> (Se você gostou, caro(a) Amigo(a), divulgue. Vamos
multiplicare fazer a nossa parte num programa de Fome Zero de Cultura, e evitar a CNVPB, campanha nacional de vulgarização do povo brasileiro ).
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Ontem em meio a uma das atividades que mais gosto, em uma padaria tomando um daqueles cafés completos, conversava com minha atual mentora. Relembrei alguns pontos importantes para a tomada de decisões afetivas: a vida é curta; sei lá se existe outra e se existir provavelmente não virei com a mesma "fachada"; a gente é o que é, não importa o que os outros pensem; não dá pra agradar a todos, mais produtivo é agradar a si próprio. Os anos de análise me prepararam para a dor e hoje tenho clareza que ela já não me assusta tanto. Acho que estou mais presa ao que os outros vão pensar do que ao medo de me dar mal. Na verdade acho que estou com medo de me apaixonar... Crise existencial todo mundo tem, seja no trabalho, no amor, na família... Este não é propriamente um momento de crise, pelo contrário, venci todas as barreiras e cá estou em uma cidade nova, no emprego que eu quero, morando sozinha, com mais liberdade que antes (pq afinal ninguém me conhece ainda por aqui). E às vezes me pergunto o que fazer com tudo isso... Não, eu não quero complicar minha vida. Quero fazer coisas diferentes, ousar. Aos poucos arrisco alguns passinhos. É que algumas referências não mudam assim tão rapidamente...
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Quarta-feira, Maio 30, 2007
Será que serei uma "Rosinha"???
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Terça-feira, Maio 29, 2007
Há um canal que comecei a sintonizar depois que mudei de cidade, chamado Canal Brasil ou algo parecido. Estou redescobrindo o cinema nacional com ele. Outro dia assisti um filme sobre o Vinicius de Moraes e outro sobre a Leila Diniz.
Preciso fazer alguma atividade física. Pode parecer estranho, mas sinto falta de fazer massagem, não de receber, de fazer. Pode parar! nem precisa comentar que é voluntário(a). Não é de fazer massagem nos amigos que sinto falta e sim de um trabalho com as pessoas que nunca receberam esse tipo de toque na vida.
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Segunda-feira, Maio 28, 2007
Tb não quero pensar em nada. Mas é possível construir um novo percurso sem nada pensar? Ou melhor, tenho que pensar em alguma coisa? Consigo não pensar??? Encero o chão pra distrair... ah, por essa vc não esperava né? que eu fosse daquelas que arruma a casa, faz comida, tece... sim sou prendada, rs, ouvi isso esses dias. É fato que com o forno desregulado ainda não fiz meus bolos prediletos, mas estou ensaiando. Tenho que criar outras coisas, enjôo de só tecer.
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Domingo, Maio 27, 2007
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Quinta-feira, Maio 24, 2007
"Nada é mais poderoso do que uma idéia que chegou no tempo certo." Victor Hugo
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Afinal o que é mais importante em uma relação?
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Quarta-feira, Maio 23, 2007
Vida nova, novas experiências... compras de supermercado pela internet; tesão por homens "rústicos" (kkkkkkkkkk, quem diria?!); novos conhecidos; reatando contatos de outrora...
Faz muito frio aqui e com chuva, onde eu trabalho, só mesmo a "7 léguas" pra me salvar! Sorte que elegância não está relacionada diretamente à competência, rsrsrsrs
Trabalho com uma figura desbocada e absolutamente desencanada com o que fala, principalmente para os homens... Ela é direta, muito direta. Temo e desejo ser um pouco mais desinibida... Tinha o receio de que os caras não me levariam a sério se eu fosse mais, hum, assim, mais "solta". Mas o que vejo é que a maioria não está nem aí com nada. Eu suspeito de todas as poses de "bem resolvido", todos aqueles que se proclamam sem medo de parecer ridículo. Eu tenho medo de ser ridícula, é fato que não é mais qualquer coisa que me põe paralizada. Mas tenho lá meus temores.
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Segunda-feira, Maio 21, 2007
Apesar de uma gripe que quis me pegar, acordei inspirada com o filme sobre o Vinicius que ví ontem na tv... A vida devia ter mais música e poesia...
Pra que chorar - BADEN POWELL & VINICIUS DE MORAES
Prá que chorar
Se o dia vai raiar
E o sol já vai aparecer
Prá que sofrer
Se há sempre um novo amor
Antes de o sol se pôr
Prá que chorar se existe amor
A questão é só de dar
A questão é só de dor
Quem não sofreu
Não pode imaginar
O que é perder um grande amor
Prá que chorar
Prá que sofrer
Se há sempre um novo amor
Em cada novo amanhecer
Prá que chorar
Prá que sofrer
Se há sempre um novo amor
Em cada novo amanhecer
Prá que chorar
Se o dia vai raiar
E o sol já vai aparecer
Prá que sofrer
Se há sempre um novo amor
Antes de o sol se pôr
Prá que chorar se existe amor
A questão é só de dar
A questão é só de dor
Quem não sofreu
Não pode imaginar
O que é perder um grande amor
Prá que chorar
Prá que sofrer
Se há sempre um novo amor
Em cada novo amanhecer
Prá que chorar
Prá que sofrer
Se há sempre um novo amor
Em cada novo amanhecer
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Domingo, Maio 20, 2007
Samba Da Benção - Vinicius E Toquinho
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas prá fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba não
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
Põe um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
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"a alegria é a melhor coisa que existe"
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No sábado fui ver a exposição sobre a Clarice lá no Museu da Palavra.
"(...)Tb me surpreendo,os olhos abertos p/ o espelho pálido,de que haja tanta coisa em mim além do conhecido, tanta coisa sempre silenciosa. Por que calada? Essas curvas sob a blusa vivem impunemente? Por que caladas?
(...)Período de interrogação ao meu corpo, de gula,de sono, de amplos passeios ao ar livre. Até que uma frase, um olhar relembram-me surpresa outros segredos, os que me tornam ilimitada. Fascinada mergulho o corpo no fundo do poço, calo todas as suas fontes e sonâmbula sigo por outro caminho.-Analisar instante por instante, perceber o núcleo de cada coisa feita de tempo ou de espaço. Possuir cada momento, ligar a consciência a eles, como pequenos filamentos quase imperceptíveis mas fortes. É a vida? Mesmo assim ela me escaparia. Outro modo de captá-la seria viver. Mas o sonho é mais completo que a realidade, esta me afoga na incosciência. O que importa afinal: viver ou saber que se está vivendo?
-Palavras muito puras, gotas de cristal. Sinto a forma brilhante e úmida debatendo-se dentro de mim.
Mas onde está o que quero dizer, onde está o que devo dizer? Inspirai-me, eu tenho quase tudo; eu tenho o contorno à espera da essência; é isso?- O que deve fazer alguém que não sabe o que fazer de si? Utilizar-se como corpo e alma em proveito do corpo e da alma? Ou transformar sua força em força alheia? Ou esperar que de si mesma nasça, como uma consequência, a solução? Nada posso dizer ainda dentro da forma. Tudo o que possuo está muito fundo dentro de mim. Um dia, depois de falar enfim, ainda terei do que viver? Ou tudo o que eu falasse esta ria aquém e além da vida? (...)Ando sobre trilhos invisíveis. Prisão, liberdade. São essas as palavras que me ocorrem. No entanto não são as verdadeiras, únicas e insubstituíveis, sinto-o. Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome."
CLARICE LISPECTOR in PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM
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Sexta-feira, Maio 18, 2007
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Escrevi este comentário em um post no blog do Fernando, é o que tenho sentido e vivido neste momento...
A cada dia, a cada fato, a cada novo encontro eu comprovo que o melhor que a gente pode oferecer ao outro (e à nós mesmos) é estar presente. Filosofias à parte, qdo se está alí de fato, tudo é diferente. E estar presente não tem à ver só com a presença física, está relacionado à disponibilidade para o outro, à disposição para estar com. Só assim, acredito, é possível chamar a relação de amor de verdade. O resto, são palavras. E como disse Lacan, "as palavras servem para enganar".
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Terça-feira, Maio 15, 2007
Tenho que me apropriar desse lugar tão duramente conquistado. Provei que tenho capacidade para estar aqui, agora ela tem que aparecer. Amanhã completa um mês que comecei a trabalhar. Período de assentamento, de chegada. Desde o início tenho sido bastante cobrada, não é um lugar fácil, o "cargo" tem um peso considerável dentro da estrutura deste lugar. E a pessoa que veio antes construiu muitas coisas, alavancou o trabalho de um tanto que agora somos muitos somando esforços pra "fazer acontecer" nossos sonhos de independência. Vixe, não estão entendendo nada, né? Não precisa.
Nessa fase de adaptação é tb interessante notar como tenho mudado a forma de me relacionar com as pessoas. É como se eu voltasse ao passado e recuperasse aquela que ouve mais antes de se pronunciar, que quer tempo para conversar, quer uma aproximação lenta e gradual, longe do modelo internético de "conhecer" pessoas. Estabeleci como meta o não stress quando saí de São Paulo, esta será a compensação psíquica de tamanha mudança.
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Segunda-feira, Maio 14, 2007
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Domingo, Maio 13, 2007
Vamos participar de um enduro à pé? O próximo será dia 20/05 em Valinhos.
"ENDURO A PÉ NORTH - É um rally de regularidade, onde com o auxílio de uma planilha de navegação e uma bússola, equipes de 3 a 6 pessoas percorrem trilhas em meio a obstáculos naturais como subidas, descidas, pedras, riachos, etc.
No decorrer da caminhada, PC´s - Postos de Controle fazem a checagem do tempo. São despontuados as equipes que passarem "adiantadas" ou "atrasadas" nos PC´s. Ganha a equipe que perder menos pontos.
As equipes são divididas em 2 categorias, os Graduados (mais experientes) e o Trekkers (iniciantes).
O percurso, variável de 8 a 15 km, é percorrido pelas equipes em aproximadamente 2h30 a 4h. As equipes não largam todas no mesmo horário, mas sim em intervalos de 3 a 1 minuto.
QUEM PODE PRATICAR - Qualquer pessoa pode praticar o enduro a pé ou trekking de regularidade, desde que conheça e respeite seus próprios limites e os limites da natureza.
Esta atividade não exige muito preparo físico, não requer prática nem habilidades específicas e os equipamentos não são caros. É considerado um esporte muito acessível do ponto de vista financeiro e muito seguro do ponto de vista físico."
http://www.northbrasil.com.br/northbrasil/enduroape.aspx
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Eu vou!
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Quinta-feira, Maio 10, 2007
O trabalho vai bem obrigada. Descobri que o que parecia ser um supermercado em frente ao prédio é na verdade uma espécie de mercado municipal onde posso comprar frios, carnes e cereais fresquinhos. Há um cineclube e uma boa videolocadora há menos de 200 metros de casa. A sala está em ordem, já com a presença de uma tv, que por capricho meu é enorme...
Aqui em Campinas a medicina dita alternativa é forte, nos postos de saúde há o fornecimento de alguns medicamentos fitoterápicos e a acupuntura chegou antes à rede pública. Onde trabalho há alguns médicos que aplicam a acupuntura, embora não sejam acupunturistas, é aquela velha história de que a eles tudo é permitido... eu que faço especialização na área ainda sou vista com certa desconfiança por alguns. Mas sou uma pessoa paciente, participarei em breve de um ambulatório para os usuários da oficina, aprenderei observando os "mestres" que aprenderam craniopuntura em uma apostila...
A trilha sonora de hoje é Zeca Baleiro em sua fase mais dançante, hoje tem show dele no sesc daqui e já comprei meu ingresso.
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Segunda-feira, Maio 07, 2007
É bom e é ruim não ter tv em casa. Ainda não são 8 da noite e parece que o dia teve umas 50 horas... Um leve incômodo de dor sobre os olhos, uma vontade de "banho + cama já" misturada com um desejo (vago) de ser mais produtiva, de não deixar a noite passar assim à toa.
Desenredo na voz do Renato. Um cansaço leve que traz preguiça e lentidão à habitual agitação psicomotora.
Meus dias não têm tido trilha sonora, o que é péssimo. Embora o silêncio seja meu melhor companheiro, eu coloco trilha sonora em tudo. Como esquecer ao telefone com o lado de lá do oceano, situação dramática (mais ainda foi a conta no outro mês...), Cole Porter emoldurado na voz da Ella Fitzgerald. Olhos marejados, peito oco, anestesia. Há coisas que só a música consegue comportar...
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Domingo, Maio 06, 2007
E não é que estou almoçando, em pleno domingo ensolarado, num japonês em Pinheiros qdo entra o Renato Braz? Para sorte do meu amigo sou tiete só nos shows. Já imaginou eu gritando "fofoooooooo!" no restaurante?? rs
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Sei que corro o risco de parecer arrogante, mas não ligo. O bem mais precioso é poder ser eu. E isso inclui cuidar da minha vida.
A duras pedras aprendo que não há como mudar o outro, tão pouco lhe enfiar um chip na cabeça. Qdo não se percebe ou não se quer perceber, não tem jeito. Não há vítimas nem bandidos, isso é certo.
Demorei 30 anos pra perceber que o outro não é igual a mim. Não é e ponto, não há muito a fazer com isso.
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Quinta-feira, Maio 03, 2007
Primeiro fim de tarde tranquilo: pude voltar para casa depois do trabalho.
Ao invés de cadernos de marchetaria, trago para casa alimentos fresquinhos da horta orgânica. Hoje trouxe mandioca, vagem e ovos caipiras. Se não mudou muito a correria, pelo menos me alimentarei de forma mais saudável.
O cheiro de tinta óleo ainda está forte na casa, mas ao abrir as janelas ele logo diminui.
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Terça-feira, Maio 01, 2007
Pronto, já instalada na minha nova morada, internética de novo, cá estou.
Gostaria de conseguir escrever como foram estressantes os dias que antecederam a mudança, como fiquei desnorteada, irritada, cansada, frágil... como a correria serviu pra anestesiar as despedidas...
Meu pai ficou comigo no novo ap de domingo até hoje. Deu uma super força, ajudou a colocar o chuveiro, varal, prateleiras... mas a verdade é que lá pelas tantas eu ansiava pelo silêncio. Não que ele seja barulhento ou fale muito. Acho que me acostumei à quietude. Qdo arrisquei dividir o espaço com alguém, a "frequência" dele gerou a alcunha de "amigo imaginário da Si"... eu bem que tentei ser menos ogra, mas suas longas ausências, não contribuiram mto... Mesmo assim acho que sentirei saudades de ter comidinha fresquinha e deliciosa à noite depois de mais um dia exaustivo e bater um papo às vezes nonsense até altas horas...
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