E por falar em amor...
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

"O amor, e não o tempo, cura todas as feridas."

Sexta-feira, Dezembro 29, 2006
mudanças e rupturas. Não queria passar por isso agora.
Ao mesmo tempo alguns frutos do trabalho começam a aparecer de forma mais nítida. Vínculos. O que seria da vida sem eles?


. . .
Quinta-feira, Dezembro 28, 2006
Como os amigos cozinheiros não estão de plantão, em algumas raras noites eu me sinto privilegiada por morar em frente a um "Rancho da Empada"...
Aliás, outro dia me deparei com um livro chamado "Cozinhando para os amigos" ou algo do gênero. Fiquei hipnotizada pelo formato, fotos e receitas. Lembrei dos meus amigOs que mandam bem na cozinha. Um deles foi o chef da comida mexicana recentemente aqui na última PG. Outro, me deve um jantar faz tempo.... rs


. . .
Quarta-feira, Dezembro 27, 2006



. . .
Terça-feira, Dezembro 26, 2006
Aberturas? hum... sei não. Desconfio de mim qdo menciono esse termo. Como chama aquele furinho daquelas caixinhas de leite qdo usadas para fotografar??? um furinho minúsculo que deixa entrar um fiozinho de luz... isso, é esse tanto de abertura que consegui após anos e anos de análise. A insistente autocrítica, a infindável tendência de "levar tudo tão a sério" e a rigidez (agora já) não tão cadavérica, me fizeram este ser assim... tão... tão... fechado.
Mas ok, não serei demasiado dura comigo. Mudei de casa. Verdade que isso me ajudou a perpetuar meu isolamento. Vero. Mas tb possibilitou novos trânsitos, experiências até então apenas imaginadas. Se as vivências "externas" são poucas (em processo de flexibilização), as internas são mais que intensas. Sim eu trocaria um pouquinho do dentro pelo fora, um pouquinho pelo menos.
É tb fato que isso tudo gasta muita energia, exaure. Cansa ser aquela sempre atenta às demandas alheias. Boa forma de escape dos próprios desejos, acha que não sei?? Mas agora, encruzilhada, heis-me diante das minhas faltas. affe! e sei que não adianta mais fugir, até pq eu mesma vim em direção a este encontro. Não dá pra passar a vida cego de si mesmo. (quer dizer, até dá. mas eu não consegui... chega um ponto em que não há possibilidade de voltar, não dá pra fazer meia-volta e desperceber tudo).


. . .
coração
PRA CIMA
escrito em baixo
FRÁGIL

Leminski


. . .
Segunda-feira, Dezembro 25, 2006
"O amor, e não o tempo, cura todas as feridas."


. . .

É sim, é para o gui...


. . .
Lar, doce lar...


De volta para dentro das muralhas que me protegem... Mas desta vez sinto-me diferente, não é o mundo lá fora que me assusta e me faz "ir correndo pra casinha". A casinha é sim um porto seguro onde posso repor as energias, ter um pouco de paz e silêncio. Mas há portas e janelas nesta muralha... Já quero e permito a aproximação de outras pessoas, acredito que o outro tem algo pra oferecer, que não sou eu sempre quem tem que dar, doar, cuidar... Momento de finalizações, de serenidade apesar das mudanças...


. . .
Domingo, Dezembro 24, 2006
Por que isso é difícil
Bem, é óbvio. Então, quer dizer que temos de sentar e esperar? Não sei quanto a você, mas acho isso revoltante. Fui criada para acreditar que trabalho duro e bom planejamento são o segredo para tornar nossos sonhos realidade. Passei minha vida toda realizando meus sonhos.
Trabalhei duro para me tornar uma profissional, e fui bem agressiva, Telefonava para as pessoas, marcava reuniões, pedia favores. Eu agia. Mas, agora, Greg está dizendo que nessa situação não devemos fazer absolutamente nada. São os caras que escolhem. Devemos apenas pôr nossos vestidinhos, pentear o cabelo, piscar os olhos e esperar que eles nos escolham. Por que você não amarra meu espartilho bem apertado, para eu desmaiar na frente de um homem que me segure logo antes da carruagem me atropelar? Isso vai chamar a atenção dele.
Realmente, hoje em dia, a coisa mais difícil para a maioria das mulheres, especialmente para mim, é não fazer nada. Nós gostamos de intrigas, de telefonar, de planejar. E estou falando de coisas mais importantes do que evitar que o cabelo encrespe. A maioria das mulheres solteiras, eu acho, não tem um monte de homens se jogando em cima delas todas as noites. Às vezes ficamos um tempão sem receber um convite para sair. Então, vemos um cara e achamos que talvez ele represente uma possibilidade romântica, e então é mais difícil ainda largar a direção e passar para o banco de trás. Uma oportunidade como essa pode demorar muito para acontecer de novo.
Mas, querem saber? Fiz as coisas do meu jeito, e sempre deu tudo errado. Nunca funcionou. Nunca mantive um relacionamento legal com um cara atrás de quem tive de correr. Tenho certeza de que há muitas histórias por aí que deram certo. Mas eu acho mesmo é que esses caras sempre acabam voltando para a antiga namorada, precisando de um tempo, ou saindo da cidade a trabalho. Normalmente, nem chegam a tanto. Em geral, eles simplesmente nem telefonam de volta. E, vou dizer uma coisa: isso nunca me deu a sensação de estar no controle de coisa nenhuma.
Desde que comecei a aplicar a filosofia "ele simplesmente não está a fim de você", criada pelo Greg, tenho me sentido surpreendentemente mais poderosa. Porque se os homens estão convidando você para sair, se precisam chamar a sua atenção, então, na verdade, é você que está no controle. Não existe maquinação nem plano. E é maravilhoso pensar que minha única função é ficar superfeliz com a minha vida, estar muito satisfeita comigo mesma e ter a vida mais intensa e interessante possível, de modo que nunca pareça que estou só esperando que um cara me convide para sair. E o mais importante é que todas nós devemos lembrar que não precisamos perder tempo com tramas ou conspirações nem implorar para que alguém nos convide para fazer algo. Nós somos fantásticas.

Greg diz que É assim que devia ser
Uma noite dessas, eu estava bebendo num bar e paquerando a atendente. Pedi o telefone dela. Ela disse "não dou o número do meu telefone porque os caras raramente ligam quando dizem que vão ligar. Meu nome é Lindsey Adams, e, se você quer ligar para mim, descubra meu telefone". E foi o que eu fiz... no dia seguinte. Sabe quantas Lindsey Adams existem na lista telefônica de uma cidade grande? Basta dizer que conversei com pelo menos oito ou nove antes de encontrar a minha.
Um ator com quem trabalhamos conheceu uma garota quando fazia um número num avião militar. Perdeu-a de vista em dez minutos. Mas, como estava fascinado, deu um jeito de encontrá-la no exército, e hoje estão casados.


Mais?


. . .

"Surpresas do coração" (French Kiss) - Eu adoro este filme!


. . .
Sexta-feira, Dezembro 22, 2006
Enfim um pouco de paz. Não sei se terei sossego, mas creio que tenha paz. A paz de não ter muitas expectativas. Me descobrir como ser desejante cuja falta me impele para o outro... E acreditar que esse outro tb pode me oferecer algo... Aprendizados.
Não sou tua analista. Nem quero ser. Eu tb tenho "demandas", e não tô aqui só para suprir as tuas. Aliás eu não quero suprir as tuas agora. Quero um tempo longe, sem bancar a mãe, sem proteger, nem cuidar, nem acolher ninguém.


. . .
Quinta-feira, Dezembro 21, 2006
Então é isso, substituir o chefe seeempre causa mal estar na equipe?? E qdo vc divide a coordenação com alguém da "situação"? A relação custo benefício não tem sido uma relação... e sim um descompasso! Tá mais pra um plano demolidor que pra reconhecimento do trabalho desenvolvido há quase 3 anos...
Promessa para os próximos: deixar passar a oportunidade de organizar a festa que ninguém quis organizar.
O que valeu da festa de hoje foi ter participado do campeonato de dominó com uma pessoa que a família não bota fé (leia-se a mãe superprotetora que o invalida constantemente) e termos juntos chegado à final! Inclusive fomos a dupla vencedora!


. . .
Amor? Que amor?
Política meninos, política...
A tal da carta...


. . .
Terça-feira, Dezembro 19, 2006

Mandalas do Fernando Diniz


. . .
Não: devagar.
Devagar, porque não sei
Onde quero ir.
Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.

Devagar...
Sim, devagar...
Quero pensar no que quer dizer este devagar...
Talvez o mundo exterior tenha pressa demais.
Talvez a alma vulgar queira chegar mais cedo.
Talvez a impressão dos momentos seja muito próxima...

Talvez isso tudo...
Mas o que me preocupa é esta palavra devagar...
O que é que tem ser devagar?
Se calhar é o universo...
A verdade manda Deus que se diga.
Mas ouviu alguém isso a Deus?

Fernando Pessoa


. . .
Coisas que aprendi/descobri/relembrei/tive certeza ao longo deste ano:
- passado é passado. ponto.
- não vale a pena estressar no trabalho.
- não sei de algo pelo qual valha a pena estressar.
- se abrir para o novo não é muito difícil, mas vc tem que querer.
- "escuto e esqueço; vejo e recordo; faço e entendo".
- não se iluda com palavras, "a fala serve para enganar", o que conta de verdade são os atos.
- descobrir, admitir, encarar e ainda exteriorizar a própria fragilidade... tarefa hercúlea. Às vezes acho que ser forte é mais fácil...
- "é hora de derrubar essa muralha, de suavizar a dureza de seu coração, desatar o nó da auto-importância..."
- "morrer faz bem à vista e ao baço / melhora o ritmo do pulso / e clareia a alma / morrer de vez em quando / é a única coisa que me acalma" Leminski


. . .
Segunda-feira, Dezembro 18, 2006



. . .
Domingo, Dezembro 17, 2006
Os comentários estão fora do ar e eu não tenho idéia de como se conserta isso...


. . .
Alguém quer um pouco de chilli?
Nada como um "ritual de purificação" pra celebrar as datas importantes e preparar o corpo para um novo ano...


. . .
Quinta-feira, Dezembro 14, 2006
Mudanças... de verdade eu não sei se estou disposta agora.


. . .



. . .
Segunda-feira, Dezembro 11, 2006
Quero:

(me permitir) ser cuidada;
colo;
sossego;
silêncio;
uma rede em casa;
uns dias de férias (a dois);
ânimo;
paciência.


. . .
Não é o trabalho que cansa, são as intercorrências... Chefe em licença médica. Vinte dias dividindo a coordenação com alguém cuja mãe estava hospitalizada, depois foi para a UTI, e faleceu em seguida. Funcionário novo no administrativo. Fim de ano, caos sempre, e lá não é excessão, muito pelo contrário.
Vida Pessoal??? Hum hum.


. . .



. . .
Domingo, Dezembro 10, 2006

No movimento de deixar o velho e abrir-me para o novo, encontrei esta carta:

"Penso que vc compreende o que sinto; parece-me encantador viver este outono das paixões. Não vou esconder a importância que vc tem em minha vida. Sinto não ter te dito isto outras vezes - eu tb tenho minhas dificuldades de expressão. Ou de percepção. Não importa; sei apenas que procuro falar vermelho, com o coração, pulsando ora de modo eufórico, ora tranquilamente. E agora te reencontrar é sempre especial e isso simplesmente pq podemos nos entregar mais ao outro, ao passo que tantas obrigações foram descartadas. (...) A vc, eu me entreguei de modo inédito e profundo. Nunca tive tamanha intimidade com ninguém como com vc. Contigo é fácil jogar com o brinquedo da vida. E tudo isso significa muito para mim e eu jamais mentiria ao dizer que te amo. (...) Tivemos tantos conflitos - capazes de ocultar os sentimentos - que acho ser muito importante poder exprimir agora o que vem de dentro. É o importante. Contudo, sabemos com muita clareza que nada mais será como antes. Nós rompemos, ainda bem. Pois foi exatamente este rompimento que nos salvou, que permitiu que a paixão sobrevivesse. (...) Pelo que te conheço, se vc pretender aprofundar teu novo namoro, vai fazê-lo por inteiro. É justo. Eu não posso exigir que esta inimidade tão maravilhosa, vc a construa apenas comigo. Talvez já tenha conseguido antes e provavelmente vai querer depois. E, embora não saiba ao certo, vc é capaz disso; é envolvente; sabe invadir e ser invadida. Hoje vc é uma mulher. E é tão difícil encontrá-las. Penso que deveria se preocupar apenas em satisfazer-se com pessoas à sua altura. E creio que vc tem sabido fazê-lo. Do que tem medo? Não falar de vc pq? Tem medo de, ao expor-se a outro e a si mesma, descobrir o quão envolvente e interessante é? Pois descubra e trabalhe com isso. Modéstia à parte, vc não pode acusar seus namorados de insensíveis, desinteressantes ou amorfos. São, de fato, pessoas longe do vazio. Não lhe parece curioso que todos tenham se apaixonado por vc? Não lhe parece ainda mais curioso que vc tenha que sacrificar a plenitude com um deles em nome do teu desejo de saciar-se com outro, de modo diferente? Pois abra-se. Pensa que te adoro pq tem duas orelhas e uma boca? Não, querida S. Vc tem vida dentro do teu corpo, da tua alma. Beleza. A emoção gosta do belo e sempre que nossa relação não travou a vida, ví em vc o belo e fiquei feliz. (...) Assuma-se definitivamente como mulher, um indivíduo capaz de viver a vida. Vc tem o que dizer; o que tem a dizer é lindo pois é vc mesma; ao dizer vc pode envolver o outro; o outro vai te pedir mais, vai desejar a mulher e ela está aí, à sua disposição. (...) Vai continuar a fingir que não é esta mulher maravilhosa? (...) Assuma isso, meu amor. Diga o que sente; sinta-se capaz de envolver um homem, de cuidá-lo. Exija dele que tb cuide de vc, que te trate como mulher. Se a mulher tem mais responsabilidades, ela tb tem mais desejos e prazeres. Cobre-os. (...) Eu te desejo muito pela riqueza e diversidade que é. Só de pensar em ter que ficar longe já me recolho e imagino como seria 'bom poder tocar um instrumento'. Mas vou saber trabalhar as perdas qdo vc o quiser. Fique tranquila."



. . .
Sábado, Dezembro 09, 2006


Ver o Clive Owen calçando Havaianas, rs, é no mínimo inusitado! A trilha sonora é o melhor (depois da imagem do Clive, claro) nesta história que tem mais de Natal do que a maioria das que se propõem a falar do tema... E pra se pensar: apesar de acuado e perseguido durante todo o filme, em nenhum momento ele pega em uma arma e/ou mata alguém...


. . .
Sexta-feira, Dezembro 08, 2006
Trabalhar em outra cidade tem lá alguma vantagem, hj por exemplo é feriado lá. Sei, sei, eu já sei que vou trabalhar no dia 25/01... Mas como aprendi que temos que viver um dia por vez...


. . .
Quarta-feira, Dezembro 06, 2006
Vamos fugir?


. . .

Acho que faltam "pessoas com conteúdo"...


. . .
Terça-feira, Dezembro 05, 2006
Eu acredito em gnomos. Mas tá difícil acreditar em Homens.


. . .
Sábado, Dezembro 02, 2006
Quero férias de mim, será que tem jeito?


. . .

1 Ano!



Aniversário de uma conquista que demorou pra chegar mas hoje tenho a impressão de que veio exatamente na hora em que tinha que acontecer. Esse tem sido o meu aprendizado: o tempo: o meu, o do outro, o tempo das coisas. E como é árdua essa tarefa!


. . .
Mas eu ainda acredito que o que tem que ser, será.


. . .
Tempo, tempo, tempo, tempo
Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos
Tempo, tempo, tempo, tempo entro num acordo contigo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Por seres tão inventivo e pareceres contínuo
Tempo, tempo, tempo, tempo és um dos deuses mais lindos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho
Tempo, tempo, tempo, tempo ouve bem o que te digo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso
Tempo, tempo, tempo, tempo quando o tempo for propício

(Caetano e suas letras divinas...)


. . .
Ah, o tempo do outro...


. . .
Sexta-feira, Dezembro 01, 2006
Amei este cara: Simon Evans

Nasceu em Londres em 1972. Vive e trabalha em Londres, Inglaterra.
Artista autodidata, foi escritor antes de iniciar sua produção em Artes Visuais. Movido pela leitura das "Viagens de Gulliver", de Jonathan Swift, Evans entusiasmou-se com a possibilidade de usar a arte para tratar da vida cotidiana.
Seu trabalho é feito, basicamente, com desenhos de listas, mapas e diagramas que são frutos da tentativa de colocar ordem nas atividades cotidianas. Tomados em conjunto, revelam um arquivo que ilustra a caótica experiência de estar no mundo.
Os trabalhos fazem comentários sobre relacionamentos pessoais, saúde, carreira, ansiedades. Usa materiais caseiros como folhas de caderno, fita adesiva, corretivo, lápis.




. . .
Hoje na Bienal eu revelei uma foto, duas cópias do mesmo negativo, em preto e branco. Curiosa a "sala" do fotógrafo chinês (Wang Youshen), a proposta está intimamente relacionada ao tempo. E durante a revelação fui me dando conta do quão instrumentalizadora é a arte de trabalhar com fotografias. Tem o timming para o click, luz, sombra, ângulo, movimento. E para a imagem se transformar no papel fotográfico, que conhecemos como foto, há um processo que envolve necessariamente a espera. Leva tempo.

. . .


. . .