E por falar em amor...
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Tudo é verdade e caminho. Fernando Pessoa

Domingo, Setembro 25, 2005
Personality Disorder Test


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Sábado, Setembro 24, 2005
Eu gostaria de aprender a não falar absolutamente nada, como os personagens do filme Casa Vazia. Sem dúvida, em dias como hoje, seria de muita utilidade...




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Sexta-feira, Setembro 23, 2005
Eita que essa vida prega umas surpresas...
Alguém aí já ouviu falar em Citalopram? Dizem que é melhor até que o Prozac...


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Me sinto um personagem de livro da Clarice Lispector...


"... E é só o que posso dizer a meu respeito? Se "sincera"? Relativamente sou. Não minto para formar verdades falsas. Mas usei demais as verdades como pretexto. A verdade como pretexto para mentir? Eu poderia relatar a mim mesma o que me lisonjeasse, e também fazer o relato da sordidez. mas tenho que tomar cuidado de não confundir defeitos com verdades. Tenho medo daquilo a que me levaria uma sinceridade: à minha chamada nobreza, que omito, à minha chamada sordidez, que também omito. Quanto mais sincera eu fosse, mais seria levada a me lisonjear tanto com as ocasionais nobrezas como sobretudo com a ocasional sordidez. A sinceridade só não me levaria a me vangloriar da mesquinhez. Essa eu omito, e não por falta do autoperdão, eu que me perdoei tudo o que foi grave e maior em mim. A mesquinhez eu também a omito porque a confissão me é muitas vezes uma vaidade, mesmo a confissão penosa.
Não é que eu queira estar pura da vaidade, mas preciso ter o campo ausente de mim para poder andar. Se eu andar. Ou não querer ter vaidade é a pior forma de se envaidecer? Não. Acho que estou precisando de olhar sem que a cor de meus olhos importe, preciso ficar isenta de mim para ver."

in A Paixão segundo G.H.

sordidez - Estado de imundície, caracterizado por miséria extrema. Coisa ou pessoa suja, nojenta, repugnante. Infâmia, torpeza. Avareza extrema.


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Quarta-feira, Setembro 21, 2005
É o amor...

- (ele atende o celular cantando) Fala meu amor!
- Oi. Está feliz?
- Você gosta de mim?
- Sim, eu adoro vc.
- Então, quer motivo melhor para eu estar feliz? Alguém que eu gosto gosta de mim!

O mais legal dessa relação é a objetividade dele. Certa vez, logo no início, ele disse " a intelectual aqui é vc" e, na mesma conversa "Há muitas pausas na sua fala, vc pensa muito!". É por isso que eu o adoro! Ele não entra em uma competição intelectual, não me desafia nesse sentido. Pelo contrário, às vezes, qdo fico muito neura, ele me deixa falando sozinha ou me dá um abraço gostoso e diz para eu não estressar por tão pouco.


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Domingo, Setembro 18, 2005
Novos sons, músicas que provavelmente eu nunca ouviria não fosse a contribuição preciosa dos amigos.
J eu curti 80% do cd que vc gravou pra mim. R.E.M. nem preciso comentar. Gostei bastante do Cinerama, Cosmic Rough Rid, Mercure Rev. A decepção foi o Edgard Scandurra... não consegui ouvir três músicas inteiras, um sacrifício, muito chato! A única que achei razoavelmente boa foi uma instrumental, provavelmente pq não tinha nem letra nem a voz dele.


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Paciência. Paciência é fundamental em qualquer relacionamento, principalmente nos que, e qdo, se iniciam. É um aprendizado, e confesso, não sou a pessoa mais paciente que conheço. Sempre achei que paciência e tolerância eram a mesma coisa, mas hoje penso que tolerância dá a impressão de que vc suporta as atitudes do outro, como se fosse mais maduro, superior. Já a paciência parece algo mais amplo, que tem a ver com um estado de espírito, um aprendizado. Eu chego lá. O Ju está, involuntariamente, me ensinando a ser paciente.

Tudo é uma questão de manter
A mente quieta,
A espinha ereta
E o coração tranqüilo



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Sábado, Setembro 17, 2005

Le Pont Japonais a Giverny - Monet

Um Monet para alegrar os olhos e compensar a semana difícil...


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"Quando iniciamos algo, os primeiros obstáculos são as maiores bênçãos que podemos receber, pois nos dão a chance de criar uma base sólida. Se no início um projeto vai bem e só mais tarde surgem as dificuldades, pesnamos: "Sabia que não ia dar certo, estava bom demais para ser verdade". Assim, desistimos por não ter uma boa base que sustente as dificuldades. Mas se reconhecermos as primeiras dificuldades como bênçãos, ao surgirem outras, pensaremos: "Depois do que já enfrentamos, isso é fácil". É importante não ter dúvidas e continuar."
Oráculo I - Lung Ten 108 predições de Lama Ganghen Rimpoche e outros mestres do budismo tibetano
compilado por Bel Cesar


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Camila Baker: A Saga Continua


No palco, sob direção de Fernando Guerreiro, os atores Daniel Boaventura, Danton Mello, Leonardo Brício, Marcos Mion e Otavio Müller se revezam em mais de 30 papéis femininos e masculinos e desfilam 60 figurinos - assinados pelo também cenógrafo do espetáculo Marcos Lima - para contar a saga da grande diva do teatro, que enlouqueceu. Camila Baker ¿ A Saga Continua narra a saga da fictícia atriz de teatro que dá nome à peça, que abandonou tudo para tentar a sorte no show business. Sua história é contada a partir de flash-back, relembrando trechos de sua vida e de seus grandes espetáculos: uma opereta, uma tragédia grega, uma peça de protesto, uma peça de vanguarda e um espetáculo infantil. Quando o espetáculo se inicia, a ex-diva está louca e desterrada em sua própria mansão com aspecto de abandono. Além da própria Camila (Daniel Boaventura), lá moram sua irmã Virgínia (Marcos Mion), seu filho Wolfgang (Danton Mello) e sua fiel camareira Dorothy (Otavio Muller), entrevada em uma cadeira de rodas. Toda a história sobre a loucura e o fim da carreira de Camila Baker vem à tona quando à mansão recebe a inesperada visita de Jennifer (Leonardo Brício). A trama guarda muitas reviravoltas e surpresas rocambolescas. Mas o humor negro e o nonsense ainda são a marca registrada do texto.


Daniel Boaventura como Camila Baker

Eu rí muito, cheguei a sentir dor nos músculos do rosto. É besteirol sim, mas é divertido.


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Achei legal esse giff do signo de aquário. Estranho pq não há o movimento de vai e vem da água, neste desenho a água só vai... e foi assim que me senti esta semana, com a energia indo embora, sem retornar...
(dispensável dizer que sou aquariana?)


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De novo da minha fonte de inspiração e de boas risadas... Bricabraque

[ 08.09.05 ]
Abuso

Que a intimidade é desnecessária e detestável, não há o que se alterar. O problema aumenta, porém, quando se trabalha com gente que extrapola a relação, dentro e fora do ambiente profissional. A distância é saudável, e me gusta.
Abomina-se profundamente essa liberdade unilateral.


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Domingo, Setembro 11, 2005
Sei que a maioria prefere post curtos, mas este eu considero importante.


Waldir Pires. Entrevistadores: Marina Amaral, Natalia Viana, Hamilton Octavio de Souza, José Arbex Jr., Ricardo Kotscho, Carlos Azevedo, Wagner Nabuco, Sérgio de Souza.

Ele é o chefe da Controladoria Geral da União, comandando um trabalho de formiguinha pelo país inteiro. A missão é verificar o destino dado a cada real das verbas orçamentárias federais enviadas principalmente aos governos dos 27 Estados e 5.561 municípios brasileiros, para diversos fins, da construção de uma ponte à distribuição de remédios, da merenda escolar ao programa Bolsa Família. No ano passado foram 92 bilhões de reais.
Criada em 2003, a Controladoria já visitou 801 municípios, descobrindo que na metade deles as verbas haviam sido desviadas. Nesta entrevista, esse bem-vindo caçador de corruptos fala de seu trabalho e da crise política que o país vive exatamente em razão da corrupção.

Ricardo Kotscho - Passados dois anos da Controladoria Geral da União, quais foram as coisas principais no combate à corrupção?
Tenho a impressão de que fizemos o que nunca se fez nesta República. Encontramos a máquina administrativa muito reduzida, com muito pouca gente. Era um quadro de 5.000 auditores, encontramos 1.600, mais de 3.300 vagas. Os mecanismos de apuração da eficiência da aplicação do dinheiro público tinham feição puramente administrativa, de modo que muitas das constatações que faziam não chegavam a nenhum resultado, porque em determinado instante aparecia um notável qualquer que apadrinhava este ou aquele, e o processo que tinha sido instaurado ia para uma gaveta, da gaveta para uma prateleira e dali a pouco vinha a prescrição. Normalmente, portanto, a eficiência disso era terrível. E não há nada pior do que a impunidade para estimular a corrupção. Então, a idéia básica nossa era a seguinte: neste país como ele é, com a realidade que conhecemos, como podemos vencer o maior desafio, que é ganhar a credibilidade pública? Inicialmente, verificando como são gastos os dinheiros públicos na transferência de todos os recursos transferidos aos Estados e municípios.

Ricardo Kotscho - O principal trabalho do senhor como ministro é o combate à corrupção. A percepção da população é que a corrupção esteja aumentando. Todos os partidos, os três poderes, a iniciativa privada, parece que tudo foi atingido. O senhor tem quase meio século de vida pública, já viu coisa parecida?
Não tem novidade nenhuma. É que hoje temos muito mais publicidade, muito mais comunicação. Cada vez que você abra mais a sociedade, mais a corrupção será percebida e mais a sociedade vai tendo um sentimento de que a corrupção é gravíssima. Quando você não tinha nada disso, quando os processos ficavam jogados num canto de uma sala qualquer, nenhuma comunicação com o Ministério Público, nenhuma comunicação com a imprensa... A imprensa acompanha qualquer auditoria nossa, hoje, em qualquer setor, ela pede e tem as informações e quando concluímos colocamos tudo no site.

Wagner Nabuco - A que o senhor atribui essa popularidade do Lula? Que fenômeno é esse que a mídia bate, bate e bate, a classe média em geral, setores que lêem e consomem no Brasil, e lá embaixo ele continua com muita popularidade?
A minha impressão é de que ele é uma transposição de cada brasileiro na sua luta cotidiana da possibilidade de ascensão. E ele é uma afirmação de um país que tem uma estrutura que viabilizou um homem de sua origem chegar à presidência da República. Acho que é um sentimento de profundo orgulho individual de cada cidadão. E essa capacidade absolutamente excepcional que ele tem de se comunicar com a população. Além dessas coisas essenciais, se você vai para os números, os investimentos nos setores sociais são infinitamente maiores do que em qualquer outro governo, de longe.

Marina Amaral - Engraçado que antes a mídia dizia que os programas sociais do governo não tinham efeito nenhum e agora atribuem a esses programas a popularidade do Lula.
Wagner Nabuco - O Bolsa Família está em quase 7,5 milhões...
Quase 7,5 milhões de famílias, transferência de renda maciça. Numa coisa essencial, que é essa de assegurar a liberdade de não morrer de fome.

Caros Amigos


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Intervozes

O Intervozes é uma associação civil que atua para transformar a comunicação em um bem público e efetivá-la como um direito humano fundamental para a realização plena da cidadania e da democracia. Buscamos o fortalecimento da esfera pública e a ampliação radical da participação da sociedade civil nos debates e decisões pertinentes à coletividade.
Neste sentido, a comunicação não pode ser entendida como um espaço apenas para especialistas. Tornar o povo brasileiro protagonista de seu presente e autônomo em relação ao futuro depende de uma articulação profunda dos diversos grupos, entidades e pessoas que lutam pela democratização da sociedade.
Participando da construção das políticas públicas de Comunicação, subsidiando as práticas dos movimentos sociais e da defesa do direito à comunicação, e criando espaços de referência que reúnam as experiências de comunicação alternativa, o Intervozes espera fortalecer o diálogo e a cooperação entre os que têm como objetivo a transformação da comunicação e da sociedade.


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Quarta-feira, Setembro 07, 2005

Woman with Red Hair _ Modigliani


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Parece que estou atrasada nesse mundo tecnológico: comecei a trabalhar em uma locadora de filmes sem ter um vídeo em casa, trabalhei como tlk em um provedor de acesso à Internet sem sequer ter um computador... e passada a febre inicial de copiar cds, agora é que estou me divertindo com isso. Claro que eu prefiro comprar o cd original, com o encarte, a caixinha, mas o que importa é a música. Por exemplo, eu sinto falta de ouvir Pink Floyd, tenho fitas e mais fitas gravadas, mas nunca, por algum motivo ainda obscuro, comprei um cd deles... Agora vou gravar o Pulse em cd e estou excitada como uma criança com um brinquedo novo. O gravador de cd nem é meu e não está neste micro (imagino se estivesse!). Eu devo ser mesmo criança em grande parte pq me contento com tão pouco em algumas situações... Sou tão rígida e séria que até eu me canso de mim! Mas para algumas coisas eu sou assim boba, ingênua quase. Um amigo colocou uma memória RAM nova neste jurássico de onde vos teclo, e ele está mais rápido, dá vontade de passar o dia todo navegando...


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O Teatro dos Vampiros Renato Russo

Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E destes dias tão estranhos
Fica poeira se escondendo pelos cantos
Este é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos
Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas
Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar
Quando me vi tendo de viver comigo apenas
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço

A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir.
Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas
Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim, não tenho pena de ninguém.


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Há um capítulo no Sex and the city em que a personagem principal, Carrie, acha que todos os homens são "freaks". Este é sem dúvida o episódio que mais me irrita. Tudo vai bem com um carinha até que ela cisma e estraga tudo, fica procurando "pêlo em ovo"... Talvez eu fique irritada pq sei que a gente funciona assim muitas vezes, parece que não suportamos quando algo bom acontece... W. Reich, na minha livre interpretação, já dizia que a gente não tem medo da dor, visto que ela já conhecemos, a gente tem medo é do prazer, do desconhecido...



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Terça-feira, Setembro 06, 2005

Não mais, não ainda: a palavra na democracia e na psicanálise


Jurandir Freire Costa


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