Amores Possíveis
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Domingo, Novembro 15, 2009
"Bem como dizia o comandante, doer, dói sempre. Só não dói depois de morto, porque a vida toda é um doer.

O ruim é quando fica dormente. E também não tem dor que não se acalme - e as mais das vezes se apaga. Aquilo que te mata hoje amanhã estará esquecido, e eu não sei se isso está certo ou errado, porque o certo era lembrar. Então o bom, o feliz se apagar como o ruim, me parece injusto, porque o bom sempre acontece menos e o mau dez vezes mais. O verdadeiro seria que desbotasse o mau e o bom ficasse nas suas cores vivas, chamando alegria.

Pensei que ia contar com raiva no reviver das coisas, mas errei. Dor se gasta. E raiva também, e até ódio. Aliás também se gasta a alegria, eu já não disse?

Embora a gente se renove como todo mundo, tudo no mundo que não se repete jamais - pode parecer que é o mesmo mas são tudo outros, as folhas das plantas, os passarinhos, os peixes, as moscas.

Nada volta mais, nem sequer as ondas do mar voltam; a água é outra em cada onda, a água da maré alta se embebe na areia onde se filtra, e a outra onda que vem é água nova, caída das nuvens da chuva. E as folhas do ano passado amarelaram, se esfarinharam, viraram terra, e estas folhas de hoje também são novas, feitas de uma seiva nova, chupada do chão molhado por chuvas novas. E os passarinhos são outros também, filhos e netos daqueles que faziam ninho e cantavam no ano passado, e assim também os peixes, e os ratos da dispensa, e os pintos... tudo. Sem falar nas moscas, grilos e mosquitos. Tudo."
Dôra, Doralina - Raquel de Queiroz - 1975


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Segunda-feira, Novembro 02, 2009
Meu pai completou hoje 80 anos. Curioso que a maioria dos avós dos meus amigos não têm essa idade...


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Domingo, Outubro 25, 2009
Perdas. Trabalhando a aceitação e a solidão.


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Domingo, Outubro 04, 2009



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Sábado, Outubro 03, 2009
E tudo acontece novamente, o que eu temia e no fundo sabia que aconteceria... qdo isso terá fim? Já tentei umas 15 vezes...


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Domingo, Setembro 20, 2009

Este é o paraíso onde eu estava...


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Sábado, Setembro 19, 2009
Divisão de tarefas domésticas contribui para a vida sexual do casal - Pesquisa relaciona sobrecarga feminina com a falta de sexo

Um nova pesquisa realizada pela Triad Consulting, empresa especializada em gestão do tempo, sugere que a divisão de tarefas domésticas pode colaborar com a vida sexual dos casais. Os especialistas explicam que para a mulher o acúmulo de tarefas, como cuidar dos filhos, trabalhar fora e arrumar a casa, pode se tornar um problema quando o assunto é a vida sexual, já que elas acabariam definindo outras prioridades para o dia a dia e esquecem de cuidar de si próprias. Os números do estudo dizem que 78% das 5.300 entrevistadas, com idade média de 34 anos, disseram não ter tempo suficiente para sexo e relacionamentos. Foi a partir desse fato que os pesquisadores relacionaram a importância da ajuda masculina nas tarefas domésticas para que a vida sexual se torne mais ativa.


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Sexta-feira, Setembro 18, 2009



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ok/


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Sábado, Setembro 05, 2009

E lá vou eu para uma semana de sol e descanso mais que merecido.
A sensação é a de ter sobrevivido à passagem de um furacão.
Saudades do peixuco e da Sofia...


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Terça-feira, Setembro 01, 2009
Dá-lhe Quiroga...
"Avançar no conhecimento a respeito da vida e da natureza das pessoas com que você manteve relacionamentos próximos nem sempre é uma das mais agradáveis experiências, porque num primeiro momento terão de ser feitos reconhecimentos muito duros. Porém, uma vez que se inicia esse caminho é impossível voltar atrás e, seguindo em frente, encontram-se motivos de celebração. A verdade liberta."


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Domingo, Agosto 30, 2009
Você quer se livrar de alguma pessoa em especial? Perdoe toda e qualquer ofensa que ela tenha feito a você, porque enquanto houver uma ponta sequer de ressentimento, essa pessoa continuará presente, atormentando você.
Quiroga


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Quinta-feira, Agosto 27, 2009
Discordar de nosso próprio desejo por CONTARDO CALLIGARIS

Um terapeuta deve deixar suas opiniões e crenças no vestiário do consultório, a cada dia


EM 31 de julho, o Conselho Federal de Psicologia repreendeu a psicóloga Rozângela Alves Justino por ela oferecer uma terapia para mudar a orientação sexual de pacientes homossexuais.
Não quero discutir a "possibilidade" desse tipo de "cura" (afinal, reprimir o desejo dos outros e o nosso próprio é uma atividade humana tradicional) , mas me interessa dizer por que concordo com a decisão do Conselho.
A revista "Veja" de 12 de agosto publicou uma entrevista com Alves Justino, na qual ela explica sua posição. No fim, a psicóloga manifesta seu temor do complô de um "poder nazista de controle mundial", que estaria querendo "criar uma nova raça e eliminar pessoas", graças a políticas abortistas, propagação de doenças sexualmente transmissíveis etc.
Para ser psicoterapeuta, não é obrigatório (talvez nem seja aconselhável) gozar de perfeita sanidade mental. É possível, por exemplo, que um esquizofrênico, mesmo muito dissociado, seja um excelente psicoterapeuta (há casos ilustres). Mas uma coisa é certa: para ser terapeuta, ser inspirado por um conjunto organizado de ideias persecutórias é uma franca contraindicaçã o.
Na verdade, pouco importa que as ideias em questão sejam ou não persecutórias e delirantes: de um terapeuta, espera-se que ele deixe suas opiniões e crenças (morais, religiosas, políticas) no vestiário de seu consultório, a cada manhã. Quando, por qualquer razão, isso resultar difícil ao terapeuta, e ele sentir a vontade irresistível de converter o paciente a suas ideias, o terapeuta deve desistir e encaminhar o caso para um colega. Por quê?
Alves Justino, com sua aversão por homossexualidade, sadomasoquismo e outras fantasias sexuais, ilustra a regra que acabo de expor. Explico.
A psicóloga defende sua prática afirmando que a psiquiatria e a psicologia admitem a existência de uma patologia, dita "homossexualidade ego-distônica" , que significa o seguinte: o paciente não concorda com sua própria homossexualidade, e essa discordância é, para ele, uma fonte de sofrimento que poderíamos aliviar -por exemplo, conclui Alves Justino, reprimindo a homossexualidade.
De fato, atualmente, psiquiatria e psicologia reconhecem a existência, como patologia, da "orientação sexual ego-distônica" ; nesse quadro, alguém sofre por discordar de sua orientação sexual no sentido mais amplo: fantasias, escolha do sexo do parceiro, hábitos masturbatórios etc. Existe, em suma, um sofrimento que consiste em discordar das formas de nosso próprio desejo sexual, seja ele qual for (alguém pode sofrer até por discordar de sua "normalidade" ). Pois bem, nesses casos, o que é esperado de um terapeuta?
Imaginemos um nutricionista que receba uma paciente que se queixa de seu excesso de peso, enquanto ela apresenta uma magreza inquietante: ela tem asco da forma de seu próprio corpo, que ela percebe como enorme e que ela não aceita como seu. O nutricionista não tentará nem emagrecer nem engordar sua paciente, pois o problema dela não é o peso corporal, mas o fato de que ela discorda de si mesma a ponto de não conseguir enxergar seu corpo como ele é.
No caso da orientação sexual ego-distônica, vale o mesmo princípio: o problema do paciente não é seu desejo sexual específico, mas o fato de que ele não consegue concordar com seu próprio desejo, seja ele qual for. As razões possíveis dessa discordância são múltiplas. Por exemplo, posso discordar de meu desejo sexual porque ele torna minha vida impossível numa sociedade que o reprime (moral ou judicialmente) e cujas regras interiorizei. Ou posso discordar de meu desejo porque ele não corresponde a expectativas de meus pais que se tornaram minhas próprias. E por aí vai.
Nesses casos, o terapeuta que tentar resolver o problema confiando em sua visão do mundo e propondo-se "endireitar" o desejo de quem o consulta, de fato, só agudizará o conflito (consciente ou inconsciente) do qual o paciente sofre. Ora, é esse conflito que o terapeuta deve entender e, se não resolver, amenizar, ou seja, negociar em novos termos, menos custosos para o paciente. Em outras palavras, diante da ego-distonia, o terapeuta não pode tomar partido nem pelo desejo sexual do paciente, nem pelas instâncias que discordam dele.
Ou melhor, ele pode, sim, só que, se agir assim, ele deixa de ser terapeuta e vira militante, padre ou pastor.

ccalligari@uol. com.br


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Quarta-feira, Agosto 26, 2009

O Peixuco morreu após 10 meses de companhia.
Deve ser um sinal de que outras companhias tb devem partir...


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